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Nota do Editor:
Olá Rocker!
Eu e toda a equipe do Hard Blast pedimos desculpas pela demora nas atualizações, tenho estado muito ocupada cobrindo os festivais de verão, mas em breve tudo estará de volta ao ritmo normal. Prometemos a vocês fotos exclusivas, entrevistas, resenhas e tudo de mais interessante no estilo do Hard Blast. Também estamos trabalhando com novos parceiros para que o site fique ainda melhor e mais moderno. Em pouco tempo estaremos de volta. Além do Tuska Open Air e do Hellfest, estivemos no Ruisrock, Sonisphere e Ankkarock, então prepare-se! O verão infelizmente está no fim aqui na Europa, mas nosso trabalho com o Hard Blast só está crescendo. Um beijo e stay rock!
Maila
 
   
 
   
 
WACKEN OPEN AIR - primeiro dia
por: Leão Carvalho

Primeiro dia de Wacken Open Air e, conseqüentemente, as primeiras emoções (de todos os tipos). Depois de fazer uma pequena peregrinação de Elmshorn até Itzehoe (cidade que oferece ônibus constantemente para o Wacken) e então até Wacken, descobri que o local de desembarque do ônibus era literalmente do outro lado da cidade de onde deveria pegar minhas credenciais de imprensa. Ainda bem que estamos falando de uma cidade minúscula... saldo: 30 min de caminhada.

A longa joranada até as credenciais impressiona, pois pude ver o quanto a cidade realmente se transforma com o festival.

Não há absolutamente NINGUÉM que você veja que não tenha alguma relação com os shows. Mesmo os habitantes locais estão todos envolvidos, seja vendendo comida, alugando banheiros ou simplesmente oferencendo uma sombrinha no quintal para um papo descontraído. Dá pra perceber que todos têm orgulho de sediar um evento desse porte, inclusive vestindo suas crianças com camisetas do festival e hasteando bandeiras pretas nos mastros de suas casas.
 

Depois de todo o trabalho que tive para pegar as credenciais, finalmente consegui chegar até o local do festival. Infelizmente, mesmo saindo bastante cedo do hotel, perdi algumas bandas, em especial a banda brasileira Threat, que foi a primeira a tocar no Metal Battle. Além deles, perdi boa parte do show da legendária banda Girlschool, o que foi uma pena.

No entanto, aproveitei para conhecer a área do festival. Opções não faltam: comidas, bandas, merchandise, eventos... no Wacken, não tem como ficar parado sem fazer nada, a não ser que você esteja MUITO cansado. Depois de me alimentar, conhecer as opções do festival e dar uma relaxada na área de imprensa (inclusive conferindo um pocket show da Girlschool especial para o backstage e conversando com os grandes Vitinho e Castor do Torture Squad), fui conferir os shows: Airbourne, Leaves Eyes, Avenged Sevenfold e... Iron Maiden.

Farei aqui um breve comentário sobre o que pude perceber de cada show, sem me ater muito ao review específico de set lists nesse momento, até porque estou atrasado para ir conferir a festa de hoje, mas prometo que, quando chegar ao Brasil, farei o review completo dos shows a que assisti.

 
Airbourne é uma banda que pega uma influência MUITO grande de AC/DC e eleva à milésima potência. Não sei se era a energia dos caras ao vivo, se era o clima do Wacken, ou se era a multidão acompanhando o show dessa banda, mas o som deles me pareceu bastante pesado, o que me agradou enormemente (e pareceu ser o mesmo caso dos presentes).

O Leaves Eyes levou uma bela produção ao Party Stage, com um enorme barco viking servindo de palco, além de explosões e vestidos medievais. O som dos caras é bastante competente e você percebia a cara de aprovação das pessoas ao redor.

Avenged Sevenfold... é difícil falar de uma banda que, por méritos próprios, teria pouca chance de se apresentar num W:O:A.
Airbourne
 
Os convidados do Iron Maiden mandaram um show energético, não deram nenhum papelão, como na Itália (http://www.youtube.com/watch?v=eBm3mS57Rng), agradaram a algumas pessoas, mas era claro que não pertenciam à festa. Seus visuais "hardcore de condomínio" e suas canções emocore pareciam fracas demais para abrir um dos shows mais importantes da história do metal recente...
 
Iron Maiden. O que falar desses caras que já não foi ainda falado? As duas únicas coisas que posso falar é: assistir a um show completo deles (em termos de produção de palco) é uma experiência única e 37.000 pessoas no show em São Paulo arrasaram as 70.000 do Wacken. Foi até, de certa forma, decepcionante assistir ao primeiro show do Iron Maiden no legendário Wacken e não ouvir aos clássicos "olê, olê, olê, olê, Maideeen, Maideeen" ou mesmo um frenesi absurdo quando dos primeiros acordes de Fear of The Dark, ou ainda não berrar histericamente aos pedidos de Sir Dickinson: "Scream for me Wacken".

Notava-se até que a própria banda, em especial Bruce, estava tentando, em vão, agitar aquele MAR de gente de uma forma frenética.

 

Quando perceberam que a reação do público não passaria de focos de fanáticos (especialmente na frente do palco), relaxaram e mandaram um show muito mais certeiro.

De qualquer maneira, a experiência foi válida, estive nesse show histórico e hoje tem mais. Keep banging!

 
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