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Nota do Editor:

Olá Rocker!
2010 vem sendo um grande ano para nós, o Hard Blast está crescendo e muita coisa nova e legal está por vir, mas para que isso aconteça o mais rápido possível, precisamos da um tempo nas atualizações através deste endereço. Mas não iremos parar!
Continuaremos atualizando através de nosso blog e lá você poderá ler todas as entrevistas, resenhas e notícias que o mundo do rock e do metal nos oferece.. Nos vemos em breve por aqui e estamos certos de que se você já é um fã de nosso trabalho, com o que está por vir você vai gostar ainda mais!
CONFIRA NOSSAS POSTAGENS RECENTES AQUI: www.hard-blast.blogspot.com
STAY ROCK!
Maila & equipe Hard Blast


 
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Filmoteca Hard Blast    
By: Helvécio Parente    
 

Rock Star

Assim que surgiu o convite para escrever aqui no Hard Blast, me lembrei do filme Rock Star. Não consigo me lembrar de um filme mais apropriado para minha coluna…

A história: nos anos 80, Steel Dragon, uma das maiores bandas de hard rock do momento, substitui o vocalista original por um garoto que canta numa banda cover.

Legal a idéia, não? E o pior é que o filme se inspirou numa história verídica: quando o Judas Priest escolheu Tim “Ripper” Owens, então vocalista de uma banda cover, pra substituir Rob Halford quando este saiu do Judas.

Este filme é muito legal. Por que digo isso? Porque houve preocupação com um detalhe essencial para os que curtem o estilo: vários dos atores são músicos! O próprio Mark Wahlberg era rapper antes de se tornar ator (lembram de Marky Mark and the Funky Bunch?). Dominic West, que faz Kirk Cuddy, é o único membro do Steel Dragon que é ator “de verdade”. Os outros são uns tais de Jason Bonham (filho de John Bonham) na bateria, Zakk Wylde (Black Label Society, Ozzy) na guitarra e Jeff Pilson (Dokken) no baixo… E ainda tem mais uns músicos de “hair metal” nas bandas cover do filme, Blood Polution e Black Babylon.

 

Assim, o filme ganha a credibilidade necessária, apesar do diretor Stephen Herek não ser exatamente “da área” - seu filme de maior sucesso é aquela versão de “Os 3 Mosqueteiros” com Kiefer Sutherland, Charlie Sheen e Oliver Platt.

Mark Wahlberg era rapper, mas aqui não ouvimos sua voz nas músicas. Ele foi dublado por Jeff Scott Soto e Mike Matijevic (da banda Steelheart). Mas, pra quem tiver paciência para olhar os créditos, há uma brincadeira que fizeram com ele: o Steel Dragon está no palco, e no P.A. soltam o playback de Good Vibrations - hit do Marky Mark…

O filme explora alguns clichês do famoso “sexo, drogas e rock’n'roll”, temos várias situações em cada um dos 3 vértices. Algumas coisas ficam um pouco forçadas - não gostei muito do jeito como Bobby Beers saiu da banda, na frente de um fã, nem da reação do empresário quando Izzy abandona o palco. Mas nada que estrague o resultado final.

Enfim, uma boa diversão pra quem curte rock!

 
Rolling Stones – Shine a Light

Que tal uma das maiores bandas da história filmada por um dos maiores diretores da história? Interessante, não?

Em Shine a Light, o diretor Martin Scorsese (Taxi Driver, Touro Indomável, Gangues de Nova York e mais uma penca de filmes bons) filmou shows realizados em 29 de outubro e 1º de novembro de 2006, no Beacon Theatre, em Nova York. E nos mostra isso num dos melhores documentários da história do rock’n'roll.

Por que este é considerado um dos melhores documentários da história? Porque é um filme do Scorsese antes de ser um filme dos Stones. Então, em vez do glamour que se espera, vemos a banda “nua e crua”, de perto, muito perto.

De um tempo pra cá, a idéia de “show dos Rolling Stones” se associou a tudo mega, tudo gigantesco. Já vi muitos shows no Maracanã, mas o único que posso dizer que a banda não ficou “pequena” foi quando os Stones tocaram lá, nos anos 90. (Também vi o show da Apoteose, mas dispensei o da praia de Copacabana - não sou vip e por isso não teria condições de ver nada no meio da multidão de um milhão de pessoas.)
 
Mas aqui vemos tudo de perto. Conseguimos literalmente ver todas as rugas de cada um dos quatro Stones: Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Charlie Watts (bateria) e Ronnie Wood (guitarra). Vemos todas as poses e caretas de Keith Richards - digam o que quiserem dele, o cara inventou boa parte do conceito que conhecemos como “guitarrista de rock”. Também vemos um Mick Jagger de 65 anos de idade rebolando no palco como se fosse uma garotinha - e, mais uma vez, digam o que quiserem, mas o cara é um frontman perfeito, como poucos na história, e nunca – NUNCA seus rebolados parecem forçados.

(nota explicativa: Ronnie Wood é o único que não é da formação original, desde os anos 60. Brian Jones, o guitarrista da primeira formação ao lado de Keith Richards, morreu em 69 e foi substituído por Mick Taylor, que ficou até 74, quando finalmente entrou Wood. O baixista Bill Wyman se aposentou em 93. Desde então o baixo é tocado por Daryl Jones, mas este nunca foi efetivado membro da banda, apenas músico contratado.)
Vemos tão de perto que acontece algo raro: o som que ouvimos, aparentemente, não foi mixado. Quando a câmera está perto de um dos músicos, ouvimos o seu instrumento mais alto, como se estivéssemos perto do retorno do palco! Isso às vezes bagunça o áudio, e muitas vezes não ouvimos direito os outros instrumentos. Mas não deixa de ser interessante…

Entre as músicas, vemos trechos de entrevistas de outras épocas. E aí está um dos poucos defeitos do filme: custava colocar as datas destas entrevistas? É legal ver um Mick Jagger novinho, ainda nos anos 60, dizendo que talvez eles ainda tivessem pique pra tocar por mais uns dois anos. Acho que todas as imagens de arquivo deveriam dizer pelo menos o ano!

Mesmo assim, vale o ingresso / locação / download. É um bom filme / show!

 
EM CARTAZ

Os Estranhos

Um jovem casal é cercado numa casa por estranhos e violentos vizinhos mascarados. É, a idéia pode parecer interessante. Além do mais porque a atriz principal é Liv Tyler, ou seja, o filme não deve ser totalmente vagabundo.

Queria eu que todos os atores fossem desconhecidos… Aí a gente desconfiaria mais do filme…

O desenvolvimento da trama não é ruim. O diretor sabe criar um interessante clima de tensão ao longo da pequena duração (pouco menos de uma hora e meia). Depois de um episódio frustrante, um casal de namorados vai passar a noite numa casa isolada. E, no meio da madrugada, os tais estranhos mascarados começam a cercar a casa e aterrorizar o casal.

SPOILERS ABAIXO!!!
SPOILERS ABAIXO!!!
 
O grande problema do filme é que ficamos o tempo todo construindo uma expectativa de que algo interessante acontecerá. Quem são esses mascarados? Por que eles estão com as máscaras? Qual o motivo que os leva a fazer isso? Qual é o grande “por que” do filme?

Acaba o filme e isso não é explicado. Perdemos uma hora e meia acreditando que a história terá um fim decente, uma explicação pra tudo isso… e nada.

E aí a gente começa a pensar na quantidade de furos do roteiro. Os mascarados que se movem na velocidade da luz. Pessoas que abrem a porta de uma casa às 4 da madrugada num lugar deserto, amigos que chegam em casa e, ao encontrar tudo revirado, não gritam os nomes das pessoas. E por aí vai.
Dispensável…
 
Helvécio Parente
helvecio@hardblast.com
 
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Hard Blast 2010