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Sinister –The Silent Howling & Graham Fredrick Young |
| Por: Senor Stressor |
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Sinister – “The Silent howling” |
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A primeira vez que escutei Sinister foi em uma coletânea e logo percebi que se tratava de uma banda de death de qualidade. A música era “ Bastard Saints”(do EP homônimo) e era perfeita.
Desde o final dos 80, esses holandeses conseguiram um lugar de destaque no death metal mundial com lançamentos consistentes, apesar de suas constantes trocas de integrantes (quase 20 membros passaram pela banda!).
Apesar desse problema, as características marcantes da banda: peso, riffs criativos e brutalidade, nunca sofreram alterações.
A banda chegou a encerrar suas atividades em 2004, mas, felizmente retornou em 2005, trazendo como único membro original Ad Kloosterwaard (baterista que largou as baquetas para assumir os vocais).
The Silent Howling é o segundo CD lançado pela banda em sua atual encarnação e, sem
surpresa alguma, é mais um trabalho louvável.
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“Republic of the Grave” abre o CD intensamente, mostrando de cara o talento da banda em costurar partes pesadas, melódicas (representadas aqui por um breve dedilhado, mas sem perder o impacto) e brutais. A parte final da música, com um pré refrão pesado, refrão poderoso e demais bases combinadas é um show de composição. Perfeita.
O álbum mantém essa característica na sua maior parte, mas mostra algumas diferenças em relação a trabalhos passados do grupo.
A duração das músicas está na média dos 6 minutos (com exceções da primeira– menor- e da épica faixa título, com 10:16!), o que não é muito corriqueiro no gênero (e pra falar a verdade, não exatamente uma das minhas preferências).
Algumas partes melódicas, como as encontradas em “Summit of Sacrifice” (com uma interessante parte em 6/8) e The Silent Howling, poderão surpreender ou até desagradar os mais radicais, mas, em geral, apesar da grande duração e das partes melódicas, o Sinister conseguiu fazer com que as músicas (um total de 7) soassem bem equilibradas e dinâmicas.
Uma das minhas canções preferidas é “Fortified Bravery”, com um riff totalmente frenético e um pique intenso. Mais pra metade da música, uma parte pesada introduzida pelo baixo e mais um solo temático de guitarra acrescentam ainda mais variedade e consistência à composição.
Dessa música em diante o CD pisa um pouco no freio, dando mais prioridade para
o peso, ao invés da velocidade (que aparece em doses menores, mais notadamente na última , “If It Bleeds” e na parte inicial da faixa título).Uma curiosidade é a intro em ¾ de “Palace of the Fates” com influência árabe.
Em suma, apesar de não ser um arrasa quarteirão como os meus preferidos “Hate” e “Cross the Styx”, o Sinister lançou mais um trabalho de nível no mercado e mostra que tem espírito experimental ao introduzir novos elementos no seu arsenal de artilharia pesada death.
Internet: www.myspace.com/sinisterwingsofdeath |
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Sinistrices: |
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Graham Fredrick Young
Eis um caso onde, DEFINITIVAMENTE, podemos concordar que algumas pessoas já nascem com um instinto assassino natural...
Graham Fredrick Young era um menino inglês, que desde pequeno mostrou um bizarro interesse por venenos e seus efeitos nas pessoas.
Graham era também fascinado por assuntos referentes aos nazistas.
Em 61, aos 14 anos, ele começou a envenenar sua própria família para fazer testes com seus venenos. Ele conseguia comprar os ingredientes juntando pequenas doses compradas em farmácias, onde ele mentia sua idade e dizia que usaria os químicos para experiências escolares.
Em 62, sua madrasta morreu por causa do veneno (que era também ministrado a seu pai e irmã, além de um colega de escola).
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Uma tia desconfiou dele, pois sabia de sua obsessão por venenos e químicos mas, como acidentalmente Graham chegou a se envenenar ao trocar os pratos com seus parentes e também sofreu alguns efeitos similares aos deles, essa desconfiança diminuiu.
Uma psiquiatra para quem ele foi encaminhado sugeriu que a polícia fosse chamada. Assim, ele foi preso em 23 de maio de 1962, ao confessar o envenenamento de seu
pai, irmã e amigo. Sua madrasta foi cremada, por isso não foi possível um exame de
seus restos mortais.
Após 9 anos no Broadmoor Hospital (para criminosos mentalmente instáveis), Graham foi liberado ao ser considerado totalmente recuperado.
Nada poderia estar mais errado, já que ele se aperfeiçoou ainda mais na sua “ arte do envenenamento”, aos estudar textos de medicina e continuar suas experiências, utilizando como cobaias, dessa vez, detentos e equipe do hospital.
Graham conseguiu emprego em um laboratório fotográfico e lá causou a morte de mais uma pessoa (um colega de trabalho) ao envenenar seu chá.
Surpreendentemente, seus empregadores não foram informados de seu passado criminoso como “envenenador”.
Grande parte da equipe de trabalho adoeceu devido às experiências de Young e isso
foi atribuído à um virus que contaminou à todos (aproximadamente 70 pessoas!!!).
Mais um colega morreu e um supervisor de Graham escapou da morte ao pedir demissão (ele já se encontrava doente).
Graham comentou com colegas que seu hobby era o estudo de químicos tóxicos e perguntou aos investigadores da firma se eles não pensaram que poderia ser envenenamento por thallium (que cara de pau!).
Obviamente, os colegas desconfiaram e o entregaram à polícia, que logo descobriu seu passado criminoso.
Em 21 de Novembro de 71, Young foi preso e com ele foram achados vários químicos venenosos e um diário , onde ele anotava a dosagem, os efeitos e se ele deixaria ou não cada “cobaia” viver.
Julgado em junho de 72, Graham Young foi condenado á prisão perpétua, apesar de tentar convencer as autoridades de que seu diário era pura fantasia e que ia escrever um livro sobre o assunto.
Na prisão, se tornou amigo de outro serial Killer, Ian Brady (que junto com Mira Hindley matou várias crianças, anos antes), outro fanático pelo nazismo.
Young morreu aos 42 anos, em sua cela, aparentemente de ataque cardíaco, enquanto cumpria pena.
Uma música sobre Graham: Poison (Macabre).
Até a próxima pessoal!
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