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| The Ordher, O Extremo e Christopher Wilder |
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| Por: Senor Stressor |
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The Ordher
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Excelente o trabalho dessa banda de brutal death metal do sul do país ( já tradicional em termos de bandas extremas).
O líder e guitarrista Fabiano Penna já é conhecido por seu trabalho marcante nas bandas Rebaellium e Horned God.
O The Ordher faz um som calcado na velocidade , mas evita a linearidade , em “Kill the Betrayers” com bons momentos de peso e dois interlúdios mais melódicos em um album criativo e bem dosado.
O excelente baterista Cássio Canto abre o cd com uma intro arrasa quarteirão, apenas um aviso do que vem pela frente com a brutal e intensa primeira faixa, "Progeny".
Em seguida, a banda dá uma pisada no freio com a mid tempo “Whipped, Crowned and Dead”, que tem um riff interessante (me lembra a não tão conhecida banda americana Oppressor) e letra brutal anticristã (basicamente o tema do cd), essa é uma das minhas preferidas.
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A terceira faixa,” Fevered Priests”, começa com um tema interessante e parte logo para uma levada arrasa quarteirão à la Morbid Angel, bem dinâmica, com blasts, midtempo, temas e um solo que só soma à composição, sem aquelas demonstrações gratuitas de velocidade. Muito boa.
Minha favorita é a quarta faixa, “Conspiracy”, que começa brutal, mas tem uma parte mais cadenceada e altamente empolgante aos 1:27 minutos. Imagino os bangers abrindo uma roda furiosa nessa hora do show.
Seguindo,“ At One with Darkness”, uma breve passagem instrumental acústica que parece feita pra dar um descanso aos ouvidos , antes da segunda (e mais extrema) parte do cd, que começa com a midtempo (apesar de alguns 2 bumbos velozes de Cássio e uma sessão com blasts) e pesada “Hit the Weak”.
Daí em diante a velocidade toma conta com ocasionais, porém breves, “pisadas no freio", sendo as mais brutais: “We Take Revenge” e a faixa título "Kill the Betrayers".
O cd fecha com a climática “Earth Burns”, praticamente toda instrumental.
A produção cristalina (feita pela própria banda) é um destaque, deixando todos os inspirados riffs bem inteligíveis e definidos, coisa que nem sempre acontece em cds de extremo, principalmente, nas partes muito rápidas.
Na minha opinião, esse é o melhor trabalho da carreira do Penna e com certeza firmará a banda no cenário extremo mundial.
Página da banda: www.myspace.com/theorderextreme |
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De como eu comecei a gostar de extremo...
Comecei a escutar rock pesado em 1978. Não existia metal extremo nessa época (pelo menos nada como conhecemos hoje em dia). Vale lembrar que Elvis já foi extremo, de certa forma , em outras épocas...
AC/DC, Queen, Judas Priest, Black Sabbath, Kiss e Van Halen eram meus favoritos da época.
A coisa começou a ficar mais extrema com Motorhead, a primeira vez que ouvi “Bomber”,versão do disco “ No Sleep ´till Hammersmith”, ao vivo, pensei que tinha colocado o toca disco na velocidade errada.
Daí veio o thrash metal com Metallica, Anthrax, Exodus e, os mais rápidos na época, Slayer e Dark Angel. Me tornei um thrasheiro e amante da velocidade dessas bandas.
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Com a aparição da banda inglesa Venom (“Nossa, são mais brutais que o Motorhead!” - pensei na época), o quociente de “maldade” subiu e começaram a surgir bandas que se tornariam ícones do extremo no futuro, bandas como Hellhammer (depois, Celtic Frost), na Suíça, Destruction, Sodom e Kreator (na Alemanha) e Sepultura (no Brasil).
Essas bandas vinham do Thrash , mas apresentavam vocais mais extremos e mais velocidade em sua música.
Nessa época, eu achava o som delas muito mal gravado e com vocais que não me agradavam (o tempo muda opiniões...). Eu preferia as produções mais polidas e de melhor qualidade dos ícones do Thrash americano.
Pulemos para os anos 90.Eu sempre fui um grande fã de Pantera e uma música em particular acabou me fazendo ceder aos “encantos” do vocal urrado /gutural. No cd Far beyond driven (94), na música “Slaughtered” , o cantor Phil Anselmo canta de forma bem “urrada” em algumas partes e eu passei a gostar desse estilo de voz.
Daí para conhecer e gostar de bandas como Bolt Thrower, Cannibal Corpse e Morbid Angel (meus Primeiros CDs de extremo), foi um pulo.
Virei grande fã de Death Metal e depois passei a escutar outros estilos extremos como
Black Metal, Grind (meu favorito do momento), Crust , Power Violence, Splatter etc
No meu caso, então, fui levado em “doses homeopáticas” a gostar de vocais extremos, e a partir desse (abençoado) momento , um mundo de opções musicais extremas se revelou para mim.
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Sinistrices - Christopher Wilder
Wilder era australiano e se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou um bem sucedido empresário no ramo da construção. Era socialmente bem aceito , tinha amizades e parecia um excelente sujeito na opinião de todos os que o conheciam.
No entanto, por trás dessa máscara social agradável, tinha uma personalidade homicida e perigosa...
Wilder atraía mulheres se fazendo passar por fotógrafo e oferecendo sessões fotográficas grátis.
Depois de conquistar a confiança delas, ele as subjugava e levava para quartos de motel onde as torturava com choques elétricos, estuprava e depois matava.
Através de investigação e entrevistas com conhecidos de algumas de suas vítimas, as autoridades acabaram chegando à Wilder e o questionaram.
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Descobriram que ele ja era fichado em 3 casos separados de agressão sexual e rapto e estava vendo uma terapeuta sexual, obrigatoriamente, por um estupro cometido em 1980.
Ao perceber que o cerco estava fechando, Wilder pegou seu carro, dinheiro e desapareceu, em Março de 84 , deixando em seu caminho um rastro de morte e violência em vários estados dos EUA. Ele matou 8 mulheres (talvez mais, inclusive na Austrália), em sua explosão de horror e mutilação que durou 6 semanas.
Wilder chegou a estar entre os 10 mais procurados pelo F.B.I.
Ao parar para abastecer em um posto de gasolina em Colebrook (New Hampshire) ,Wilder foi reconhecido por 2 patrulheiros e morreu em troca de tiros com eles.
Posteriormente foi descoberto o passado obscuro de Wilder.
Ele tinha ficha na Austrália por participar de um estupro coletivo aos 15 anos e tinha sido submetido a um tratamento com eletrochoques por conta disso.
Sua terapeuta disse que o assassino tinha fantasias de dominação sobre mulheres e que era fascinado pelo livro “O Colecionador” de John Fowles, que contava a estória de um homem que mantinha uma mulher prisioneira em sua casa.
Uma música sobre Chris Wilder : Chris (D.A.D.)
Até a próxima! |
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