A banda escocesa é relativamente nova, criada pelo guitarrista Gavin Harper e pelo vocalista e também tecladista Christopher Bowes, teve seu primeiro trabalho gravado, um EP independente, em meados de 2006.
O que chamou minha atenção sobre a banda foram 3 coisas bem específicas. Primeiro, o nome claro! Qualquer bom fã de cerveja se interessaria em conhecer uma banda com este nome afinal, uma tempestade de ale (tipo de cerveja), não seria nada mal. A segunda curiosidade foi o fato de a banda ser escocesa. Não conheço muitas bandas de metal da Escócia. A terceira coisa, além do layout do myspace todo voltado para a temática de piratas, são as informações ali contidas, mostrando que o trabalho é bem espirituoso e divertido.
A banda assinou com a Napalm Records este ano e lançou seu primeiro álbum cheio, Capitain Morgan´s Revenge. A página do myspace, www.myspace.com/alestorm já teve mais de 540 mil acessos e os comentários são os mais positivos possíveis.
O som da Alestorm é uma mistura de Heavy Metal com folk , outros elementos mais melódicos e backing vocals bem arranjados e trabalhados (algo que particularmente eu adoro). É bem legal e como os próprios membros gostam dizer: “Soa como se piratas tivessem um muro de Marshalls.”
O release da banda é totalmente conceitual e conta que tudo começou em 1692, em Port Royal, na Jamaica, quando um terrível terremoto inundou 2/3 da cidade e matou metade de seus habitantes. A causa do terremoto? Quatro piratas escoceses, um guitarrista, Gavin Harper, um baixista, Dani Evans, um vocalista, Christopher Bowes e um baterista, Ian Wilson, que ao fazerem uma jam em seu navio, atingiram uma harmônica fatal que gerou toda a destruição. E por aí vai...
Apesar desta historinha, o trabalho da Alestorm não é de todo conceitual. Há apenas uma temática.
Fiz uma entrevista com Gavin Harper para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre a idéia da banda e espero que vocês curtam.
Maila-Kaarina: Soa como se piratas tivessem um muro de Marshalls. Por favor, explique-nos um pouco sobre o conceito de seu trabalho, vocês são todos escoceses? E por que Alestorm?
Gavin:Éramos todos escoceses, aparentemente. Mas agora temos um careca alemão destruindo nosso tema! E Alestorm. O nome é este porque se não fosse por Alestorm (uma tempestade de ale, que é o tipo de cerveja mais popular do Reino Unido), a banda jamais teria existido.
Maila: Vocês assinaram com a Napalm Records este ano e lançaram o álbum Capitain Morgan´s Revenge. Trata-se de um álbum conceitual em que uma história é contada através de suas faixas?
Gavin: Não, tudo ali foi feito com o propósito de diversão e risos! Não há histórias para serem levadas a sério, nada que possa fazer com que o ouvinte se desconcentre de sua bebida!
Maila: Bandas como Lordi, por exemplo, usam idéias conceituais para transformar os membros da banda em personagens com histórias definidas, tudo levado muito a sério. King Diamond tem álbuns conceituais cujas histórias se completam, dão continuidade uma a outra, bandas de rock progressivo como Emerson Lake & Palmer, Rick Wakeman, todos estes artistas escolheram a idéia do “conceitual” para construir trabalhos excelentes. Todos dizem ter sido influenciados por livros, filmes, pela própria história. Com vocês acontece da mesma forma? O que os levou a trazer piratas para a música de vocês?
Gavin: Escolhemos piratas porque não tem nada a ver com Senhor dos Anéis, Vikings, Trolls e nem com qualquer merda que Korpiklaani possa cantar a respeito...
É divertido, todos adoram piratas... Mas fique tranqüila, nós não achamos que somo piratas (exceto pelo fato de fazer downloads de músicas! HA!). Nós não falamos como piratas e nem nos vestimos como eles. É apenas um tema legal para as partes folk e algo para dar mais vontade de beber!
Maila: Como vem sendo as coisas para vocês desde que assinaram com a Napalm Records? O que já aconteceu a curto prazo e quais as suas expectativas para o futuro próximo?
Gavin: Nós acabamos de assinar o contrato e mal podemos esperar pela tour com TURISAS que será em março. A Napalm parece estar tão ansiosa quanto nós sobre a turnê e isso ajuda muito! Nós mal podemos esperar!
Maila: Vocês já tiveram uma mudança no lineup. Trocaram de baterista em 2007. Já houve muitas mudanças?
Gavin: Do lineup original somos somente Christopher e eu. Nós começamos isso juntos, como uma dupla, mas muitas pessoas já entraram e saíram do projeto. Chris e eu nunca mudamos. Nós dois formamos a banda e somos nós que escrevemos, compomos e administramos tudo na verdade...
Maila: Como se dá o processo de composição de vocês?
Gavin: Ficamos sem nos ver por uns 5 meses, depois Chris e eu trocamos arquivos midi e criamos o álbum. Nós nunca nos vemos fora de shows, tours ou fotos. Chris e eu moramos em países diferentes.
Maila: Além de ter um site ou uma página no myspace, gravar um álbum e fazer shows, o que mais você considera importante para uma banda que esteja no início de sua carreira se aprimorar e aumentar seu rol de fãs? Vocês concordam que hoje em dia o público espera muito mais do que apenas fotos e música? Vocês acham que interagir com o público é realmente necessário?
Gavin: Claro! Eu sempre termino a noite no meio da multidão quanto toco... Nós sempre interagimos com o público e gostamos de conversar e conhecer as pessoas que foram até lá para nos ver. Nós também somos fãs de música ... estar numa banda não nos torna diferentes, especiais ou nada parecido com isso...
Maila: Muito obrigada pela entrevista e, por favor, use este tópico para dizer qualquer coisa que vocês considerem importante para os leitores e fãs, principalmente para os que estão conhecendo vocês agora. Diga o que é realmente importante para a ALESTORM.
Gavin: A Floresta Amazônica é muito importante para nós!
Maila: Um mensagem para leitores brasileiros do site:
Gavin: Yanko, I love you and want your babies! (sinceramente, não traduzi esta parte porque não fez muito sentido, mas acredito que Yanko seja algum amigo brasileiro dele, risos).