Em 1997 eles lançaram sua primeira demo oficial, entitulada “Metal Heart" que, de imediato, obteve reconhecimento a nível internacional e ótimas críticas por parte de zines e revistas européias. “Against the Faceless” veio logo depois, em 1999, abrindo as portas do velho mundo para o Hibria, banda brasileira de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Fazendo um som extrememente competente, que passeia pelo heavy metal e pelo speed, porêm sem criar fronteiras que possam definir seu jeito de fazer metal de forma facilmente rotulável, a banda conta com dois álbuns cheios, "DEFYING THE RULES", de 2005, que os tornou famosos no Japão, tendo sido por 6 semanas o mais vendido nas cadeias de lojas HMV e, “THE SKULL COLLECTORS”, o mais recente, lançado primeiramente na terra do olhinho puxado, em dezembro do ano passado, pela gravadora Spiritual Beast/Universal Music e, em abril deste ano no Brasil, pelo selo Voice Music. Ao longo de sua carreira, a banda Hibria, formada por Abel Camargo e Diego Kasper (guitarras), Eduardo Baldo (bateria), Iuri Sanson (vocais) e Marco Panichi (baixo), vem acumulando glórias, tendo já feito três turnês internacionas. A primeira cobrindo Europa e Canadá e recentemente o Japão, por duas vezes!
A entrevista que segue foi concedida ao Hard Blast pelo vocalista Iuri Sanson e voce pode saber mais a respeito da banda, alem de assistir ao video clipe da musica "Tiger Punch", em sua pagina oficial.
Maila: Quando vocês partiram para a primeira tour, em 1999, tinham duas demos no mercado e eram completamente independentes. Vocês já saíram do Brasil com tudo certo ou foi algo tipo: “na cara e na coragem”?
Iuri: Na verdade foi um pouco “na cara e na coragem”, porém, não queríamos sair do país sem nenhum show marcado. Fizemos um planejamento onde antes da viagem, em 98, passamos seis meses trabalhando fora do Brasil para conseguirmos dinheiro para ir à Europa. Voltamos ao Brasil e gravamos o Demo-CD"Against the Faceless", em 99 e, no mesmo ano, saímos do pais ja com 3 shows marcados. Através dos contatos que fizemos em cada um deles, conseguimos passar 5 meses viajando, acumulando 29 apresentações em diversos países como Bélgica, Alemanha, Holanda, Polônia, etc.
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Maila: Um fato curioso é que, na maioria das vezes, vocês dividiram o palco com bandas de death metal, apesar do estilo de vocês ser mais voltado para o heavy e o speed metal. Como foi a receptividade por parte do público e das bandas mais extremas?
Iuri: Sempre tivemos uma boa imagem e repercussão positiva com os bangers do Sul do Brasil que, em minha opinião, são muito exigentes como público, além de ótimos conhecedores do estilo. Porém, queríamos saber como seria a nossa aceitação no berço do heavy metal. A experiência foi irada! A maioria dos festivais em que tocamos tinha como headliners bandas de death metal ou estilos mais “pesados”, aconvivência e a troca de idéias pós show trouxeram novos ingredientes às nossas composições e fomos muito bem aceitos pelo público. Houve inclusive momentos em que os bangers chegavam com a demo tape "Metal Heart" em mãos, mostrando que já conheciam o HIBRIA. Ao final de cada show sempre acontecia uma troca de idéias entre a banda e o público. Isso era muito irado e procuramos, sempre que possível, manter esta interação até hoje.
Maila: Como voces sentem o reconhecimento do publico brasileiro em relação à banda?
Iuri: Falar em reconhecimento do “público brasileiro” é muito difícil em um país com dimensões continentais. Na verdade, nosso debut DTR foi que realmente lançou, em 2004, o HIBRIA no cenário nacional. Basta acessar o nosso site, HIBRIA.COM, e conferir na seção reviews esta repercussão. Interessante também é que o álbum ganhou prêmios através da votação dos bangers e da crítica durante alguns anos e mesmo tendo sido lançado em 2004, continuou sendo lembrado em 2005, 2006 e 2007. Isto nos dá muito orgulho.
Maila: Qual seria, em sua opinião, um dos fatores mais complicados na hora de marcar turnês e shows pelo Brasil, visto que essa dificuldade é mencionada por agentes, produtores e artistas do mundo todo?
Iuri: Um fator que complica um pouco, como já mencionei, é a questão de o Brasil ser um país muito grande. Isso aumenta muito o custo do transporte para que um produtor “arrisque” tirar uma banda do Sul do país, por exemplo, para tocar no Nordeste. Sabemos que o espaço existe mas, às vezes, questões como esta atrapalham um pouco.
Maila: O ano de 2009 foi sem duvida muito produtivo para vocês, que fizeram duas turnês pela Asia. Podemos dizer que a banda está vivendo seu melhor momento até agora?
Iuri: Não diria o melhor mas sim um momento de mais maturidade. As turnês Asiáticas nos proporcionaram muita coisa legal. A princípio foram cinco shows em quatro países; Japão(Osaka e Tóquio), Taiwan(Taipei), Hong-Kong e China(Seoul). Depois fomos para o Canadá, onde tocamos mais de 10 shows de costa a costa, iniciando em Victoria e terminando em Quebec. Tivemos a oportunidade de trabalhar com diferentes equipes, aprender novos costumes e isso é muito irado para a banda e para os músicos.
Devido à grande repercussão desta tour, voltamos ao Japão no mês de outubro para mais dois shows, um no LOUD PARK, maior festival de metal do país, ao lado de grandes bandas do cenário mundial, como Judas Priest, Slayer, Childrem of Bodom e Arch Enemy e, também, como banda de abertura para o Megadeth em Nagoya(Japão).
Se quiserem conferir maiores detalhes com fotos e vídeos desta tour, basta acessar nosso site oficial e ver o Tour Report.
Maila: Como se deu a oportunidade da tour?
Iuri: A oportunidade surgiu após o lançamento do álbum "The Skull Collectors" e da ótima repercussão que teve desde o início. Recebemos o convite da nossa gravadora japonesa, a Spiritual Beast, para os shows na Ásia e, agora que vimos e sentimos como é tocar no Japão, estamos trabalhando forte nas novas composições para que consigamos também fazer uma tour pelo Brasil e depois voltar a tocar fora. Existem muitos headbangers pedindo em nosso guestbook para ver o HIBRIA ao vivo em cidades por onde ainda não estivemos. Se você está lendo esta entrevista e quer ver um show do HIBRIA, acesse o nosso guestbook no www.hibria.com e peça o HIBRIA em sua cidade.
Maila: É possível para vocês viver de música ou vocês têm outros empregos para complementar o orçamento?
Iuri: Temos muito orgulho, pois já faz um bom tempo que o HIBRIA se sustenta, ou seja, não precisamos mais investir com recursos próprios. Todos nós temos outras atividades em paralelo, a maioria dos integrantes trabalha com música como no meu caso, o Abel Camargo e também o Eduardo Baldo. Somos professores em nossos respectivos instrumentos.
Maila: Tendo feito tantos shows e passado por tantos lugares diferentes, vocês devem ter muita história para contar. Por favor, conte-nos algo que tenha sido marcante para a banda.
Iuri: Tem uma história que foi engraçada, mas desesperadora ao mesmo tempo, e aconteceu no primeiro show na Europa. Estava rolando aquela super expectativa com relação ao primeiro acorde que daríamos em solo europeu e, logo no início do show, exatamente no primeiro acorde tocado junto com o ataque da bateria, a energia do local sobrecarregou e tivemos um “apagão”. O único som que se escutava era a percussão da bateria. Mas logo o problema foi resolvido e tocamos depois sem problemas.
Maila: Qual foi o melhor show de vocês até hoje?
Iuri: Acredito que o show de Toquio thenha sido o de maior destaque até hoje. A infra-estrutura, organização e, principalmente, o carisma do público, que viu o HIBRIA pela 1ª vez ao vivo e mesmo assim cantou 100% das letras durante show. Realmente foi uma experiência espetacular.
Maila: Fale um pouco sobre o conceito de “The Skull Collectors”, como se deu o processo de composição?
Iuri: Todos os integrantes participam das composições. A maioria das idéias vem dos guitarristas e, a partir do momento em que temos uma boaestrutura, iniciamos os trabalhos com a voz. Durante o processo de composição do The Skull Collectors, Diego Kasper nos apresentou alguns esboços sobre o tema da capa, então, juntamente com o Marco Panichi, ele ficou responsável pela arte do CD. As composições acabaram levando um pouco mais de tempo, pois também tivemos as gravações do vídeo clipe da música "Tiger Punch" que pode ser conferido no nosso site www.hibria.com.
Maila: Quais os planos para o futuro próximo, vocês continuam em tour?
Iuri: Pretendemos tocar em vários lugares por onde ainda não estivemos e espalhar cada vez mais o nome do HIBRIA. Por isso é muito importante que você que está lendo esta entrevista mostre o seu interesse em ver a banda em sua cidade. Também já estamos com algumas idéias para um novo álbum e em breve vamos iniciar as composições.
Maila: Por favor, deixe aqui uma mensagem para os leitores.
Iuri: Agradeço o espaço e a oportunidade de entrar em contato com os leitores do site Hard Blast e aguardamos o contato em nosso guestbook, no site oficial www.hibria.com, e demais canais que o HIBRIA tem hoje, como www.myspace.com/hibria e as comunidades do Orkut.