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Nota do Editor:

Olá Rocker!
2010 vem sendo um grande ano para nós, o Hard Blast está crescendo e muita coisa nova e legal está por vir, mas para que isso aconteça o mais rápido possível, precisamos da um tempo nas atualizações através deste endereço. Mas não iremos parar!
Continuaremos atualizando através de nosso blog e lá você poderá ler todas as entrevistas, resenhas e notícias que o mundo do rock e do metal nos oferece.. Nos vemos em breve por aqui e estamos certos de que se você já é um fã de nosso trabalho, com o que está por vir você vai gostar ainda mais!
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STAY ROCK!
Maila & equipe Hard Blast


 
   
 
   
 
Joe Lynn Turner - Hard Rock - EUA
por: Maila-Kaarina
foto: Askar Ibragimov

Maila-Kaarina: Você esteve no Brasil em 92 com o Deep Purple, mas é a sua primeira vez fazendo um show voltado para sua carreira solo. O que você planejou para este show?

Joe Lynn Turner: Vou tocar coisas de toda a minha carreira, um pouco de minha carreira solo, um pouco de Purple (o meu Purple), um pouco de Rainbow, clássicos. Será um grande set. Ah! Preciso mencionar isso, pois será o primeiro encontro, a primeira vez em que tocarei músicas que não toco há 20 anos além de outras que jamais toquei. Será um encontro disso tudo e o Brasil será o ponto de partido para esta fase em que eu realmente irei mudar meu set.

Maila: Então teremos um show especial aqui no Brasil?

JLT: Sim! O Brasil vai ser o grande ponto de partida para a nova tour de Joe Lynn Turner.

Maila: Você tocou com algumas bandas de suma importância para o rock e se tornou um dos ícones do rock. Você poderia nos contar um pouco a respeito de sua experiência com essas bandas?

 

JLT: Sabe, eu tento sempre deixar o passado para trás a cada nova experiência em que me envolvo. Eu não acredito em carregar negatividade, problemas, nada disso.Você sabe que em bandas sempre há problemas. A partir do momento em que você envolve uma outra pessoa em algo, os problemas aparecem. Então, eu acredito que na maioria das vezes eu sempre me diverti e tive os melhores momentos, tanto com o Deep Purple quanto com o Rainbow, com Malmsteen ou qualquer outro artista. Eu digo que grandes trabalhos sempre surgiram e isso é o mais importante, a música. A música mostra, fala e cria em muitos um grande caráter, integridade, acredito muito nisso.

Maila: E você decidiu ir em frente com sua carreira solo logo após o Deep Purple?

JLT: Bom, eu já havia começado minha carreira solo e, quando estávamos voltando para casa depois de uma tour no Japão eles chegaram para mim e disseram: “Bem, vamos fazer algumas mudanças no Deep Purple e você tem sua carreira solo, o Rainbow está para voltar (apesar de isso jamais ter acontecido)...
Mas eu realmente estava a fim de dar um gás em minha carreira solo e Richie achou que seria muito complicado continuar comigo. Sabe, ele já tem tudo estabelecido, precisa de alguém que possa ser moldado, é assim que ele é. E ele pegou minha banda também, mas tudo bem, não há ressentimentos, afinal, eles pedirão autorização.

Maila: Você já gravou mais de 30 álbuns com milhares de artistas diferentes. Todos os seus trabalhos são voltados para o rock?

JLT: Não. Eu já fiz muitas coisas diferentes. Acredito que se você se limitar a apenas a um mesmo rock, se você só tiver uma característica em sua personalidade, você provavelmente ficará preso. Por isso eu gosto de fazer várias coisas diferentes. Atualmente estou trabalhando em um disco de dance music com uns caras da Suécia e o projeto é uma verdadeira máquina. Aliás, o projeto chama-se THE MACHINE porque conta com os melhores músicos, produtores, videomakers, tudo. E acho que será uma grande coisa com grandes músicas. Um pouco como o que Rick Astley fez. Músicas ótimas mas com aquela batida dance que também nos permite acrescentar um pouco do peso, de rock. Vai ser algo completamente diferente. Também estou fazendo algo parecido com o que o Bom Jovi fez em seu último álbum. Não é um rock direto, mas possui algo de twanger.E também estou trabalhando em meu novo álbum solo. Ando muito ocupado ultimamente e sou muito grato por isso.

Maila: E você se considera passos à frente de grande parte dos músicos por conta de sua versatilidade e por ter uma cabeça tão aberta e tocar tantas coisas diferentes com pessoas diferentes?

JLT: O grande problema é que a maioria das pessoas pensa que o que elas vêem é tudo o que elas podem fazer. Isso pode ser verdade às vezes, mas às vezes também pode não ser. Mas eu realmente gosto de experimentar e ver o que irá me impulsionar. Seja como vocalista, como guitarrista, como compositor. Eu escrevo muita coisa para muitas pessoas diferentes e de vários lugares. Faço jingles para comerciais de TV e rádio, trilhas, regravei uma música dos Back Street Boys, por exemplo, chamada The One.
Eu acho tudo isso maravilhoso, mas muitas vezes sendo assim encontramos pessoas que não entendem o que você faz.

Maila: Concordo com você. As pessoas parecem precisar de um rótulo, de algo que as permita carimbar você e quando não conseguem fazer isso, dizem que você se vende, que não tem personalidade...

JLT: Sim! E isso é muito, muito triste. Muito triste principalmente porque o certo seria querer que todos sejam tudo o que podem ser. Querer que seu filho seja tudo o que ele puder ser, e até você próprio! Você não adoraria poder fazer tudo que quisesse?

Maila: Claro que sim! E quais seriam os conselhos que você daria a todos os que querem seguir seus passos?

JLT: Vocês devem querer isso mais do que qualquer outra coisa na vida. Vocês precisam ter disciplina, precisam estar focados, ser firmes e seguros. E vocês devem se preparar para decepções porque terão várias e isso faz parte do pacote. Não é uma questão de estilo de vida, é uma questão de força e se vocês realmente quiserem seguir este rumo, terão de ter a cabeça e o coração fortes.

Maila: Quais as suas expectativas por estar tocando no Brasil com uma banda de músicos locais e que você jamais conheceu antes?

JLT: Eu não tenho expectativas. Sempre que criamos expectativas demais, acabamos por nos decepcionar. Mas já conheci os caras e eles me pareceram ser pessoas ótimas, além de grandes músicos. Acredito que vamos “kick ass” juntos.

Maila: Vou fazer com você agora um jogo. Eu te digo uma palavra e você me fala a primeira coisa que vier a sua mente, ok?

JLT: Ok! Isso me parece divertido...

Ídolo: Falsos ídolos

Anos 70: disco

Anos 80: Sexo, drogas e rock n´roll

Purple: Minha banda favorita

Rainbow: Minha segunda banda favorita

Rock: Não vivo sem ele

Antigamente: a melhor época

Hoje em dia: não é tão ruim assim

Cantar: Minha vida

Família: Os amo mais que tudo

Fãs: Não vivo sem eles

Hobby: Muitos

Amigos: Alguns

Amor: Sempre

Ódio: Nunca

A coisa mais importante: Amor

Palco: Meu chão

Lar: Quase nunca estou lá

Tour: Sempre em tour

Brasil: Estou feliz por estar de volta

 
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Hard Blast 2010