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PLEASURE MAKER – Hard Rock – Brasil -RJ
 
Por: Maila-Kaarina Riippa
Fotos: www.pleasuremaker.com
 

A banda carioca PLEASURE MAKER foi fundada em 2001 pelo guitarrista Alex Meister, também principal compositor do trabalho. O som deles? Puro hard oitentista com influências inegáveis de Def Leppard e Bon Jovi, cheio de guitarras trabalhadas, vocais marcantes e afinadíssimos, refrões grudentos cheios de dobras, mas com características específicas e muita personalidade, claro! No final do ano passado a PM lançou seu segundo álbum, TWISTED DESIRE, pela gravadora americana Perris Records e pela japonesa Spiritual Beast, e desde então vem colhendo os bons frutos gerados pelo trabalho impecável e pelo bom conceito que já haviam conquistado há pouco mais de 4 anos quando lançaram seu primeiro álbum, LOVE ON THE ROCKS, também pela Spiritual Beast. Agora dia 03 de maio, a PLEASURE MAKER se prepara para mais um grande momento em sua carreira estando responsável por aquecer os fãs de ninguém mais ninguém menos que Richie Kotzen, um dos melhores guitarristas da atualidade, que além de uma carreira solo invejável também já fez parte de grandes bandas como Mr. Big e Poison. O show será no Hard Rock Café do Rio de Janeiro e mais informações você encontra nas páginas da banda:
www.myspace.com/pleasuremakerrockswww.pleasuremaker.com/port/merch.htm

 
Jimi Jamison
 

O line-up da banda é formado por Alex Meister, guitarras e backing vocals, C. Marshall, vocal, Andy Starr, baixo e backing volcals, Sandro Rossi, teclados e Adriano Morais, bateria e backing vocals. A banda nunca sofreu muitas mudanças em sua formação, tendo mudado apenas de baixista e incorporado Sandro como tecladista oficial ano passado, após a gravação do álbum.

A ficha técnica de TWISTED DESIRE conta com o próprio Alex Meister na produção executiva e direção musical, Gustavo Sazes na arte gráfica da versão japonesa, ilustração da capa por Ramon Saroldi e fotografia feita por Alexandre Farias e Will.

O album foi gravado nos estúdios Casa do Mato e Stone Studio, de Sidney Sohn, que gravou todos os teclados e foi engenheiro de som na gravação.

Depois de 3 meses de trabalho árduo, finalmente TWISTED DESIRE foi lançado, no Brasil em 22 de Agosto de 2008, nos Estados Unidos e Europa no dia 7 de outubro do mesmo ano.

Conversamos um pouco com C. Marshal e Alex Meister sobre diversos assuntos e o papo rendeu esta ótima entrevista, cheia de toques, conselhos, momentos descontraídos, papo sério e muita história legal.
Espero que curtam e, lógico, não deixem de conferir o site (lindo!) da Pleasure Maker e de escutar suas músicas no myspace. Comprem o CD, ajudem o rock independente da PM a crescer e continuar firme, pois esta é indubitavelmente uma banda de destaque e nivel internacional 100% made in Brazil.

STAY ROCK!

 

Maila: Com 2 trabalhos no mercado, tendo recebido ótimas críticas, distribuição internacional e tudo mais, gostaria que vocês nos falassem um pouco sobre o "mito gravadora". Quais os pros e contras de ser um artista contratado e o que isso mudou no Pleasure Maker da fase independente?

C. Marshal: Vejo o fato de ter um contrato com uma gravadora algo que pode ser bastante positivo ou um fiasco. Isso depende muito de com quem você está firmando uma parceria para divulgar um trabalho. Desde o lançamento do nosso primeiro disco, “Love On The Rocks” há pouco mais de 4 anos atrás, vimos que as parcerias foram bastante positivas. Desde o nosso primeiro contrato com a gravadora japonesa Spiritual Beast até chegar ao que assinamos com a Perris Records no ano passado, nós amadurecemos bastante e hoje sabemos muito bem como agir e onde assinar, se for o caso. Por isso sempre tivemos o total controle sobre as vendas na América Latina e a Perris se encarrega de ficar com os Estados Unidos e seus parceiros ao redor do mundo. Temos uma ótima relação com eles e esperamos que ela só cresça. Enquanto isso, aqui continuamos independentes com muito orgulho. É melhor assim.

Alex: Apesar de perder um pouco o controle sobre o desempenho do CD, a gravadora traz mais credibilidade e abre portas, levando a banda a lugares que, de forma independente, são mais difíceis de alcançar. Porém, no Brasil e na América Latina sempre fomos independentes e pretendemos permanecer assim; é a única cláusula dos contratos que sempre fazemos questão de alterar: a América Latina tem de ficar sob nosso comando. Não vejo como uma gravadora de pequeno porte possa realmente contribuir com o crescimento da banda aqui; a não ser que seja um contrato de distribuição.

 

Jimi Jamison

 
Maila: Conte um pouco sobre a receptividade dos fãs ao trabalho de vocês. Como vocês lidam com a falta de receptividade que o rock sofre?

C. Marshal: Acho que isso vem mudando, principalmente nos Estados Unidos e na América Latina. Um bom exemplo disso é ver artistas da cena como o Motley Crue levando mais de 20 mil pessoas a um show na Argentina e o Journey vendendo mais de um milhão de cópias de seu novo disco somente nos Estados Unidos. Creio que a Pleasure Maker sempre teve uma ótima receptividade em todas as partes do mundo. Já recebemos e-mails até de um cara da Servia e Montenegro que adorou nosso primeiro disco. Infelizmente no Brasil as coisas são mais difíceis para quem faz um som mais oitentista como o nosso. Não estamos “na moda” e isso faz diferença. Mas também nos dá uma alegria imensa ver o nosso trabalho sendo reconhecido , mesmo não estando no mainstream da música mundial. Isso nos faz ir adiante, além é claro, do nosso amor pela música!!
 

Alex: O feedback que temos do público e mídia dos EUA sempre foi um dos mais fortes, principalmente com esse novo disco, que é mais farofa ainda (risos). Com relação ao Brasil, aqui nunca houve mesmo abertura para o estilo, mesmo nos anos 80...acho até que agora existe a possibilidade real do estilo se concretizar como um bom segmento de música underground.

Maila: Fale um pouco sobre o processo de concepção e composição de Twisted Desire.

C. Marshal: Foi basicamente igual ao primeiro, mas com algumas mudanças. No primeiro disco eu e Alex escrevemos e fizemos a maioria das músicas juntos. Neste segundo disco,”Twisted Desire”, Alex escreveu mais, e quando eu chegava em sua casa para compor, ele já tinha idéia para refrões e letra de músicas. Fiz melodias e escrevi parte de algumas letras. Outro ponto diferente do processo deste disco foi que, pela primeira vez nesta banda, eu compus quase que inteiramente uma música, sem tocar nenhum instrumento harmônico. Fiz a letra e a melodia de “Remember”, gravei e depois levei para que o Alex “harmonizasse” a música. Já fiz isso em outros trabalhos, mas no Pleasure Maker foi a primeira vez.

Maila: Como está a agenda da banda? Vocês tocarão com Richie Kotzen, um dos maiores guitar heroes da atualidade. Como rolou este contato e a oportunidade?

Alex: O convite foi feito pela organização do evento. Será uma honra dividir o palco com alguém que admiro. Temos outras datas já previstas, mas a pedido das produções ainda não podemos divulgar.

Maila: Quais as maiores influências da Pleasure Maker e com quem seria um sonho realizado dividir o palco? Por quê?

Alex: As principais influências são Def Leppard, Bon Jovi , bandas de Hard Rock escandinavo e pop dos anos 80. Seria um sonho dividir um palco com as mesmas que citei como influência. Quem sabe um dia? (risos)

Maila: Como vocês vêem o mercado atual no que diz respeito a downloads e pirataria? Vocês são contra o download gratuito? Quais os meios possíveis hoje em dia para se conseguir recuperar os custos do investimento no trabalho, visto que é impossível controlar a internet e que a venda de cds a cada dia se torna mais 'over'?

Alex: Não sou contra o download gratuito desde que ele sirva pra divulgação. Quer dizer, acho válido disponibilizar as músicas de trabalho de cada disco para download gratuito, mas não o disco inteiro. De outro modo, como músico e colecionador de cds, sou contra. Contradizendo o jargão atual que diz que “banda não ganha dinheiro com venda de discos, só com shows”, ressalto que o segundo disco só foi possível, graças à boa vendagem do primeiro. As pessoas usam essa lenda para justificarem o download gratuito de discos inteiros. Se fôssemos depender de shows apenas para ganhar dinheiro, estaríamos fritos; pois só bandas de grande reconhecimento recebem cachês realmente decentes por seus shows. No mais, recebe-se passagem, hospedagem e um valor simbólico. Com um valor desses dá pra fazer um disco profissional? Não vejo saída pra isso ainda...sei que existem projetos em andamento para tentar aplacar esse fenômeno e manter vivo o mercado da música, mas ainda não consigo enxergar luz no fim do túnel. Continuamos fazendo música porque amamos, não sabemos ficar sem isso.

Maila: Qual a maior dificuldade na hora de se agendar shows?

Alex: Prosseguindo com o raciocínio iniciado na pergunta anterior, a maior dificuldade é sempre o valor necessário para levar uma banda pra outro Estado ou cidade. Como produtor de eventos também, conheço os dois lados da moeda...por um lado, é interessante ter uma banda de outro lugar em seu evento, por outro é justo que a banda ganhe por isso, então, o orçamento fica caro pra quem produz. Uma solução é dar pra banda porcentagem de bilheteria; mas isso depende do profissionalismo do organizador do evento, que tem que trabalhar muito com divulgação pra que a banda não saia sem nada e ele lucre o justo.

Maila: Há algum trabalho novo em vista? Quais os planos do Pleasure Maker para o futuro próximo?

Alex: Estamos terminando nosso primeiro videoclipe. Queremos fazer sempre mais e mais shows pra poder espalhar o nome da banda por aí. Estamos começando a planejar nosso terceiro disco, mas ainda não temos a menor noção de quando ele será lançado.

Maila: Tente nos passar os 5 pontos principais que as bandas precisam alcançar para que seus trabalhos possam ter nivel profissional e serem inseridos globalmente sem pagar mico.

1 - Acho que é fundamental ter uma identidade. É muito comum vermos trabalhos onde o estilo acaba sendo uma colcha de retalhos e isso confunde a cabeça de quem vai comprar o disco ou assistir ao show. (C. Marshal)

2 – Priorizar a qualidade das composições. Afinal, visual é importante sim, mas sem música boa, ele não serve pra nada. (Alex)

3 – Ter direcionamento. Saber quais são seus objetivos e se programar para atingi-los. Por exemplo, se a sua banda ainda está começando e não tem apoio, é necessário poupar dinheiro pra poder investir em qualidade de gravação e produção. Pois, por mais que a internet e o mp3 façam a qualidade do som cair, ninguém agüenta ouvir música mal gravada. (Alex)

4 – Tocar aquilo que você gosta e que você sabe que é capaz. Se você ainda não toca tão bem, não queira fazer igual ao Mr. Big. Toque Poison...todo mundo adora e você sai bem na fita! (risos)(Alex)

5 – Disciplina. Praticar bastante, estudar seu instrumento e ensaiar exaustivamente no estúdio antes de subir no palco. E claro, ser aberto a críticas, quando construtivas. Afinal, pessoas que estão de fora, podem ver coisas que você, de dentro, não percebe. (Alex)

Maila: Qual o ponto mais negativo e o mais positivo que vocês enxergam no cenário nacional tanto independente e mais underground quanto no mainstream?

C. Marshal: Acho que quanto ao underground, é fato que existem pessoas que investem em eventos e nós vimos isso em Juiz de Fora, em BH, em SP e em Curitiba. Talvez o ponto negativo esteja no fato de que poucos eventos alternativos tem uma infra-estrutura decente. Quanto ao mainstream, o ponto positivo eu ainda não consegui enxergar(rsrs), mas sei que nós não queremos ser underground eternamente apesar de não estarmos fazendo um som que a maioria está ouvindo. Mas sabemos que a mídia gosta do diferente às vezes. E é nisso que nós acreditamos, no diferencial para conquistar mais espaço.

Maila: Se por um momento vocês tivessem o poder de controlar o mercado fonográfico mundial, podendo por um dia mudar todas as prioridades e cuidar das mídias, qual seria a sua primeira medida, exceto transformar a PM no novo Beatles, claro! :)

Alex: Eu daria a grana pra gente com talento trabalhar. Independente de ser samba ou rock, somente aqueles que são realmente bons teriam espaço. Ou seja, os melhores em cada coisa...Tem MUITA gente aparecendo na TV sem mérito e um bando de bons músicos perdidos por aí.

Maila: Se vocês tivessem a oportunidade de partir em uma tour mundial com mais 3 bandas, quais seriam elas?

Alex: Ratt, Treat e Tesla, por exemplo. Mas essas são só 3 entre as centenas que eu adoro. (risos)

Maila: Qual o seu top 5 de bandas brasileiras?

Alex: O Dr. Sin é a primeira...não tem como escapar do óbvio (risos). As outras vêm sem ordem de colocação: temos o Tempestt de SP, que é super profissional, o Bastardz, também de SP, muito bom no que se propõe a fazer, a Glitter Magic de MG, com quem já tivemos o prazer de dividir o palco algumas vezes e a FairOff de SP que está gravando um cd que está ficando muito bom! Poderia ate citar outras, mas você pediu 5. (risos)

Maila: Deixe uma mensagem para os leitores do Hard Blast.

Alex: Em primeiro lugar, obrigado ao site Hard Blast pelo convite. Em segundo lugar, quero convidar os leitores a escutarem nossas músicas no nosso myspace www.myspace.com/pleasuremakerrocks e, pra quem estiver interessado em adquirir os nossos cds, basta acessar a nossa loja online www.pleasuremaker.com/port/merch.htm

Obrigado! Rock on!

 
 
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