TAKARA é uma ótima banda de hard rock dos EUA em atividade desde 1987. A biografia da banda é um grande exemplo de perseverança, fé e foco nos sonhos desde que Neil Grusky, guitarrista e “cabeça” começou tudo e nunca deixou que terminasse. Até mesmo nos momentos em que o hard rock não passava de um investimento louco e o fracasso era certo, Neil jamais desistiu de poder contar com grandes profissionais para unirem-se ao projeto tais como Jeff Scott Soto, que gravou os 3 primeiros álbuns do TAKARA. A banda conquistou muito respeito e uma legião de fãs na Europa e no Japão, figurando na 16ª posição na parada Burrn, 8ª posição nas paradas européias e 96ª posição na Billboard do Japão.
Após uma pausa de 5 anos a banda está de volta com um novo álbum chamado INVITATION TO FOREVER e uma nova e excelente formação “globalizada” constituída pelo brasileiro Gustavo “Gus” Monsanto (Revolution Renaissance, ex-Adagio, ex-Overdose) nos vocais, os suecos Bjorn Englen e Patrick Johansson no baixo e na bateria, e o americano Brook Hansen, amigo de longa data de Neil e que já gravou outros álbuns, nos teclados.
INVITATION TO FOREVER é mais pesado do que os demais álbuns do TAKARA, mas ainda assim é um trabalho de hard rock cheio da identidade de Neil.
A banda agora está se preparando para entrar em turnê e detalhes sobre datas e sobre como comprar INVITATION TO FOREVER podem ser encontrados no website: www.takararocks.com
ou no myspace da banda www.myspace.com/takararocks.
O contato com a banda pode ser feito através do e-mail takararocks@yahoo.com
Aqui você pode ler uma entrevista com com Neil Grusky feita por Maila-Kaarina e saber um pouco mais sobre a banda e seus planos para o futuro. Esperamos que gostem e apoiem o TAKARA! STAY ROCK!
Enrevista com Neal Grusky
Maila-Kaarina: Você formou o Takara em 1987 e em sua biografia deixa claro que o hard rock sempre foi uma das suas maiores influências. Você aprendeu a tocar observando mestres como Eddie Van Halen, George Lynch e Randy Rhoades. Quando se mudou para LA em 1982, o hard rock estava atravessando uma grande fase nos EUA, mas você era apenas um rapaz de Sacramento com pouco mais do que sua coragem e um sonho. Como foi este início, de 1982 a 1987, antes do verdadeiro início do Takara?
Neal Grusky: O início, por assim dizer, foi uma verdadeira experiência para mim. Foi a primeira vez que estive longe de casa, e sozinho em uma cidade grande. Quando cheguei em LA em 82 aquele era um dos lugares mais excitantes do mundo para o hard rock. O mundo do hard rock parecia revolver em torno daquela cena por algum tempo. Era uma cena musical frenética e muito excitante. Ironicamente, o período entre 82-87 foi um verdadeiro auge para as carreiras de guitarristas como Lynch, Rhoades, Malmsteen. O resultado foi uma enorme influência sobre mim, assim como muitos outros guitarristas. Inicialmente, comecei a tocar com várias bandas. Tocamos em muitos clubs. Em 1987 comecei a achar que criar o Takara seria mais gratificante para mim do que tocar nas bandas dos outros.
Maila: O CD de estréia do Takara, ETERNAL FAITH, tem uma ótima formação, tendo sido cantado e produzido por Jeff Scott Soto, que gravou os 3 primeiros álbuns. No Japão e na Europa, você sempre encontrou o seu espaço e a banda teve grandes momentos. Com um currículo tão impressionante é difícil entender por que as coisas nunca aconteceram de verdade nos EUA. O que faz com que seja mais difícil por lá do que na Europa ou no Japão?
Neal: Desde o princípio o Takara foi abençoado com formações muito talentosas. Tenho certeza que isto fez uma diferença enorme em cada álbum que gravamos. O resultado final, foram alguns lançamentos com posições muito boas nas paradas. Os críticos pareceram gostar de verdade da nossa música desde o começo. A desvantagem é que eram os anos 90, uma época pouco convidativa para este tipo de música. Nós demos duro para fazer o que melhor que podíamos durante esse período. A maior parte da carreira do Takara aconteceu durante os anos 90, o que fez com que fosse muito difícil estourar nos EUA.
Maila: Faço esta pergunta mais por motivos pessoais e curiosidade, já que avaliando a história do rock durante as décadas de 80 e 90 pode-se ver os EUA como a maior fonte de bandas de hard rock e thrash metal. De repente tudo parou por lá, mas o mesmo nunca aconteceu na Europa e no Japão, onde o hard rock e o metal continuam a todo vapor. Não sei se você concorda comigo, mas por que acha que o mercado mudou tanto e tão rapidamente nos EUA e por que a Europa e o Japão assumiram o seu lugar?
Neal: A mudança no mercado nos Estados Unidos pode ser atribuída simplesmente às gravadoras. Elas decidem o tipo de música que será lançada. E no final tudo se resume ao dinheiro. Nos EUA, a maioria das vezes a política que prevalece é a do descartável. É uma pena, pois havia tanta música boa sendo produzida, mas muito pouco sendo lançado.
Maila: Em 1999 Jeff Scott Soto e outros membros deixaram a banda. Embora você nunca tenha desistido, como foi para você estar por conta própria e encontrar novos integrantes para substituí-los?
Neal: É claro que não poder continuar a trabalhar com Jeff foi decepcionante, mas por outro lado eu também estava em um momento em que me interessava trabalhar com alguém novo que pudesse se comprometer verdadeiramente com o Takara. Encontrar substitutos para os outros membros era tudo que a música precisava para uma sonoridade e uma perspectiva novas, que eu acho que conquistamos em Perception of Reality.
Neal: Michael me foi indicado por um amigo em comum. Desde o momento em que conheci Michael ele se comprometeu totalmente com a banda. Nós nos demos muito bem! Ele deu duro, e deu mesmo o melhor de si para promover nosso álbum. Senti que Michael era uma ótima opção para aquele último álbum do Takara porque ele e eu tínhamos a mesma visão sobre como queríamos que Perception of Reality soasse. No final, ficamos muito satisfeitos com aquele trabalho. Infelizmente, após esse álbum Michael decidiu se aposentar como cantor e se concentrar no seu trabalho e sua família. Ele foi um grande parceiro e amigo.
Maila: Você ficou surpreso com a grande aceitação do primeiro álbum de Michael com o Takara, PERCEPTION OF REALITY? Vocês receberam ótimas críticas e venderam bastante. Você esperava tanto?
Neal: Sinceramente, substituir JSS não é tarefa fácil. Mas Michael agradou muita gente com sua performance em Perception of Reality. Eu sinceramente não sabia muito bem o que esperar quando o álbum saiu. O que eu sabia era que nós havíamos criado um punhado de músicas novas muito boas do Takara. A canção “Miles Away” ainda se destaca para mim até hoje. Muitos fãs já chegaram a me dizer o quanto gostaram do álbum e da voz de Michael. Finalmente, senti que foi um sucesso para nós. Senti que não havíamos dado um passo em falso, e sei que trocar membros importantes pode ser uma época de mudança muito imprevisível para um artista.
Maila: Mas depois de Perception of Reality, em vez de continuar, a banda parou. De 2002 a 2008 vemos um enorme intervalo. Por que isto aconteceu?
Neal: Inicialmente, eu queria tirar uma folga e compôr para o próximo álbum. Também percebi que durante esse período não precisava me apressar em lançar um novo álbum, já que a cena musical ainda estava em um período de transição considerável que não favorecia bandas como o Takara. Conforme comecei a trabalhar no álbum seguinte, tive de lidar com a morte do meu pai e de um dos meus melhores amigos, assim como enormes transições pessoais em minha vida. Devido a essas circunstâncias, foi isso o que atrasou o lançamento do novo álbum do Takara, Invitation To Forever.
Maila: O que fez você quere voltar, 5 anos depois?
Neal: Eu nunca fui embora (risos). Mas, de qualquer forma, estou tão feliz por fazer o que faço que não poderia estar mais feliz. Também tenho umas surpresas para os nossos fãs neste ano de 2009. Todos vão ter que ficar ligados nos sites do Takara para maiores detalhes.
Maila: Como foi começar a fazer música e procurar por uma nova formação mais uma vez?
Neal: Muito estimulante! Adoro e anseio por novas fontes de inspiração. O processo até chegar ao novo álbum foi estimulante. Foi tudo que sempre é, muito divertido e gratificante. Para mim, como compositor – vejo minhas criações se transformarem em realidade, não dá para ficar melhor do que isso.
Maila: A formação atual do Takara conta com Gustavo Monsanto (v), Bjorn Englen (b), Brook Hansen (t), Patrick Johansson (b) e você, é claro. É uma formação curiosa já que o vocalista é brasileiro, o baixista e o baterista suecos. Como você chegou a estas escolhas e como foi trabalhar com músicos que vivem em países diferentes e têm outras bandas e projetos?
Neal: É fácil de explicar. Bjorn e eu nos conhecemos há 8 ou 9 anos. Ele me apresentou a Patrick, o baterista. Coincidentemente, ambos moram aqui nos EUA, embora sejam suecos. Brook Hansen e eu nos conhecemos há 23 anos.
Gus viu que eu havia postado um release em um site de notícias de hard rock anunciando que o Takara estava à procura de um novo vocalista. Foi uma escolha fácil. Ele é uma ótima pessoa e amigo que compartilha da mesma visão musical. Não duvide: preferia que eu e ele morássemos na mesma cidade, mas fazemos o melhor que pudemos dentro das possibilidades.
Maila: O novo álbum de estúdio, INVITATION TO FOREVER, foi lançado em novembro de 2008. É um grande lançamento de hard rock. Que tipo de diferença na sua música aconteceu após todos estes anos e qual a diferença de sonoridade do novo álbum?
Neal: Obrigado! Fico feliz que tenha gostado. Bem, a principal diferença é que eu busquei um som mais áspero que antes. Acho que estamos um pouco mais pesados, mas ainda mantemos o que se pode esperar de uma canção ou álbum do Takara. Os ganchos e riffs grudentos que muitos já conhecem e esperam da nossa parte continuam lá. Estou muito satisfeito com este álbum. É uma pequena imagem do que os fãs do Takara podem esperar do nosso próximo trabalho.
Maila: Você compôs todas as músicas ou foi um trabalho coletivo com a participação de todos os membros?
Neal: Eu basicamente componho todas as músicas. Há alguma colaboração, mas limitada. Gus escreve a maior parte das letras, com um pouco de ajuda minha aqui e ali.
Maila: Quais são os planos do Takara para 2009 com o lançamento do novo álbum?
Neal: Nosso plano para 2009 é fazer shows. Eu também, como disse antes, pretendo lançar algo do Takara clássico, e isso é tudo que direi por enquanto. Os fãs irão adorar, acredite.
Maila:: Utilize este espaço para deixar uma mensagem para todos os seus fãs e leitores do Hard Blast.
Neal: Só queremos agradecer a todos os fãs do Takara por todo o apoio ao longo dos anos, e esperamos vê-los na turnê quando nos apresentarmos. Fiquem à vontade para nos contactar a qualquer momento. E finalmente, por favor comprem o nosso álbum. E por favor, não apoiem o download ilegal.