TM: Não. Acho que o que aconteceu foi realmente uma coisa minha. Toni me deu o trabalho de escrever e estava feliz por me deixar fazer aquilo. Nós trabalhávamos da seguinte forma: havia ensaios, a banda tocava e gravava vários pedaços e coisas, eu levava tudo para casa e tentava juntar estes pedaços. Depois de fazer isso, eu fazia 3 versões diferentes de cada música e levava para eles no ensaio seguinte. Cada música com uma melodia e uma letra diferentes. Eles escolhiam a que mais gostavam e nós trabalhávamos em cima delas juntos. Foi assim que as músicas de Toni Martin surgiram.
Maila: E você começou seu projeto solo logo depois de deixar a banda?
TM: Bom, depois da primeira vez que deixei a banda, comecei a trabalhar em um projeto solo quase que imediatamente. Iniciar esta carreira solo era realmente o que eu tinha em mente. Mas aí, num belo dia o telefone tocou e eles me convidaram para voltar.Primeiramente eu tive que dizer não, pois já estava preparando meu álbum solo. Então, foi um pouco complicado, mas depois de um tempo eu acabei voltando à banda. Mas eu sempre quis ir adiante com minha carreira solo.
Maila: E você sempre trabalhou com música? Continuou neste ramos depois que deixou a banda de novo?
TM: Não. Na verdade, depois que definitivamente deixei o Black Sabbath eu realmente não estava a fim de continuar e parei por quase 10 anos. Você sabe, construí uma família, um lar...
Maila: Então, 10 anos depois você resolveu voltar à ativa e ouvi dizer que você é um dos cantores mais cuidadosos com a voz. Não gosta nem de falar em dias de show.Você foi sempre assim ou isso foi um processo que veio com a experiência?
TM: Eu preciso ter este cuidado, pois não sou o que chamo de ‘cantor natural’. Algo como Glenn Hughes, por exemplo, que pode fumar, beber, ficar deitado, de pé, não importa. A vos dele é sempre a mesma. Eu não sou assim e preciso trabalhar duro para manter minha voz. Coma idade os problemas pioram e você vai precisando ser cada vez mais cuidadoso com sua voz.
Maila: você já tocou no Brasil com o Black Sabbath, mas nunca no Rio de Janeiro. Desta vez você irá tocar com uma banda local. Como você sente isso?
TM: Sim, tocarei com alguns músicos Brasileiros, mas trouxe dois dos meus comigo. Jeff Nichols, tecladista que trabalhou com o Black Sabbath e o baterista Danny Needham, que é um excelente músico. Os demais músicos serão brasileiros e devo dizer que estou um pouco assustado, pois jamais toquei em um show com músicos que não conhecia.
Maila: Sim, e é exatamente isso o que quero saber. Quais as suas expectativas?
TM: Não tenho a menor idéia! A menor idéia...
Maila: Mas você ainda não escutou nenhum trabalho destes músicos?
TM: Sim, já. Mas isso não significa que eles conseguem tocar as coisas do Black Sabbath que eu tocarei. O material que quero tocar no Brasil é bem mais complicado. Não é apenas aquele rock básico estilo Paranoid. Headless Cross, por exemplo, é cheia de elementos diferentes, sons, computadores, corais, todo tipo de coisa, bem mais envolvente. Mas será interessante ver como os Brasileiros irão fazer isso.
Maila: E o que podemos esperar de você?
TM: É um segredo, um segredo. Não posso te contar. Bom, digamos que será basicamente Black Sabbath, com uma ou duas coisas minhas no meio.
Maila: Ok! Agora vou fazer com você um jogo. Direi uma palavra e você responde a primeira coisa que vier a sua mente, ok?
TM: Certo, vamos lá.
Um ídolo: Eterno
Anos 70: Faíscas
Anos 80: Eu tinha cabelos!
Black Sabbath: Eu!
Rock: Complicado... é tanta coisa... quando eu comecei era apenas rock. Depois mudou para “Heavy Rock”, depois “Heavy Metal”, aí veio o “Thrash Metal e depois o “Black Metal”, mas por que se no fundo é tudo a mesma coisa? A essência é a mesma.
Cantar: Difícil
Família: Os amo
Fãs – Demais!
Um hobby: Música
Um amigo: Não tenho amigos ( com voz de choro)
Amor: Amo!
Ódio – Amo! É uma ótima inspiração para se escrever uma música.
A coisa mais importante: Família
Palco: Medo
Lar: Inglaterra, é onde está meu coração.
Tour: Na verdade não estou em tour mas diria...Qual é mesmo o nome da empresa produtora que me trouxe ao Brasil?
Maila: Headbanger
TM: Então é isso, Tour = Headbanger
Brasil: Demais!
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