Eles tocam power metal tradicional e sabem fazê-lo bem demais!
O público estava realmente empolgado no dia 5 de abril, no Circo Voador. O local não estava lotado, mas foi bonito de ver a paixão dos reais fãs de uma das bandas de metal mais representativas do país: ALMAH, de Edu Falaschi.
Fragile Equality é o segundo álbum da banda e apenas um dos grandes resultados que o Almah vem alcançando, sendo apenas o começo de uma grande e merecida trajetória com muito ainda por vir. Apesar da volta do Angra anunciada e início de uma tour, Edu promete que o Almah não será posto de lado. |
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Quanto a inevitáveis comparações, digamos que é possível sentir no trabalho a personalidade de Edu Falaschi com um “q” de continuação do que vemos nos dois primeiros álbuns do Angra, na fase André Mattos. No entanto, a atmosfera é bem diferente. Tudo ali é feito para o perfeito encaixe da voz de Edu, o que muitas vezes não acontece com o Angra, principalmente quando este canta músicas feitas para o timbre de voz de André Mattos e não para o seu. No Almah as músicas são perfeitas para o tom e timbre de Falaschi. O trabalho é um pouco mais pesado também. A banda deu início ao show com Birds of Prey, música que abre Fragile Equality e o público foi a loucura.
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Havia várias pessoas mostrando cartazes com mensagens para Edu, coisas do tipo: “Edu, hoje é meu aniversário!”, “Almah é o melhor.”, pedindo músicas, etc. A maioria dos presentes cantava as músicas de cor e ninguém saiu da frente do palco da primeira a última música.
A banda é muito boa! Os guitarristas Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber, mostraram velocidade, técnica, belos solos e o mais importante: integração. Felipe Andreoli mandou ver com seu baixo de 6 cordas e seus dedos velozes tocando sem palheta, bonito de ver, Marcelo Moreira tocou forte como um baterista em uma banda de metal tem que tocar e uma coisa deve ser enfatizada: o som estava perfeito. Era possível escutar cada instrumento, tudo muito bem equalizado. A batera estava com pressão, batidas graves e empolgantes, cada instrumento soando equilibradamente bem e de forma distinta, era possível sentir o estilo de cada guitarrista e os graves do baixo no peito sem nenhuma saturação. A voz de Edu também estava muito boa.
Artista carismático, muito simpático, sabe dar atenção ao público conversando, fazendo brincadeiras, presta atenção a tudo o que está acontecendo a seu redor. Há uma essência artística muito grande em seu jeito de ser e isso é algo inegável, mesmo para aqueles que não são fãs de seu trabalho.
O público não esfriou, mas foi na décima música do show, Torn, que a galera se empolgou mais. Foi o momento auge e a música, a mais pesada de todas com sua mistura de influências entre o Thrash Metal e Progressivo, é excelente.
O set list foi uma mistura dos dois primeiros álbuns do Almah com algumas coisas de Angra, como Nova Era e Bleeding Heart. Edu tocou teclado, catou belas baladas e nos deu grandes momentos.
Almah é uma banda que poderia facilmente tocar em todos os festivais de verão europeus, pois soa perfeitamente como o real power metal de lá e são, certamente, um dos melhores representantes de nível internacional do metal brasileiro.
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