Amorphis e Children of Bodom - apresentações impecáveis no Via Funchal, SP
Amorphis
Por: Maila-Kaarina
fotos: Felipe Bellard
No último dia 12 de setembro de 2009, o Via Funchal, em São Paulo, teve o prazer de receber Amorphis e Children of Bodom, encerrando sua tour sulamericana.
Para os brasileiros fãs de Amorphis foram muitos anos de espera, pois a banda formada em 1990, desde 1994 pode ser considerada um dos maiores ícones do metal finlandês, principalmente dentro dos gêneros doom & death e, apesar de ter muitos seguidores no Brasil, nunca havia passado por aqui. Abrindo a noite pontualmente às 22h, Tomi Joutsen (vocal), Tomi Koivusaari (guitarra), Esa Holopainen (guitarra), Niclas Etelävuori (baixo), Santeri Kallio (teclado) e Jan Rechberger (bateria), subiram ao palco ao som de uma intro, trecho da música “SKYFORGER”, de seu mais recente álbum, que leva o mesmo nome. “LEAVES SCAR”, do álbum Eclipse (2006) foi a primeira música show, seguida de “TOWARDS AND AGAINST” (Silent Waters, 2007) e “SAMPO” (Skyforger, 2009).
O som demorou um pouco para ser ajustado, havia muito eco na casa, o que embolou bastante até a quarta música mais ou menos, mas a qualidade o show foi excelente em matéria de execução do início ao fim.
Tomi Joutsen esbanja talento com seu jeito peculiar de cantar, variando o gutural com o melódico, muitas vezes dentro de uma mesma frase musical, sem pausas, mantendo a afinação sempre impecável. Sua presença de palco é outra coisa que merece ser comentada, pois ele não para de sacudir seus dreads que chegam quase na altura dos joelhos e, apesar de se comunicar com o público de forma suscinta, sabe ser simpático e dominar o ambiente. Aliás, isso é algo que o Amorphis faz bem, mesmo sem fazer mil estripulias, a banda sabe se colocar e sabe fazer a galera agitar.
Santeri Kallio, tecladista, em minha singela opinião é um dos melhores no gênero, pois sabe a hora exata de tocar e de parar de tocar, coisa rara em tecladistas que normalmente não conseguem simplesmente usar pausas como parte de seu arranjo, o que é sinal de sabedoria, indubitavelmente. Timbres fortes, melodiosos, bem tocados e sem muita firula, do jeito que tem que ser para não cortar o peso da música.
Outra coisa que merece elogios e comentários: a seleção do set list. De seus 9 álbums, a banda tocou músicas de 6 deles. Num repertório de 13 músicas, podemos dizer que foi tudo muito bem selecionado. Faixas como THE CASTAWAY ( Tales of the Thousand Lakes, 1994) e o grande 'hit' MY KANTELE, do álbum Elegy (1996), fizeram o povo cantar.
Toda a banda está de parabéns; Esa e Tomi esbanjaram pegada, Jan e Niclas se mantiveram na pressão do início ao fim.
O grande final, com HOUSE OF SLEEP (Eclipse, 2006) e BLACK WINTER DAY (Tales of the Thousand lakes, 1994), concluíram um show realmente impecável que deu aos fãs a compensação por tantos anos de espera e o gostinho de “quero mais” que todos nós esperamos sentir ao fim de cada apresentação.
LONG LIVE AMORPHIS!
O Hard Blast agradece imensamente à Luciana Stabile, da All Access a Anderson Belini, parte da equipe da produção, pela força dada a nosso trabalho com o credenciamento e a consultoria de Daniel Croce, músico carioca e grande fá da banda, pela a confirmação da ordem do set list.
SET LIST AMORPHIS – VIA FUNCHAL – SP
Intro ( trecho da musica SKYFORGER )
LEAVES SCAR – Eclipse
TOWARDS AND AGAINST – Silent waters
SAMPO - skyforger
ON RICH AND POOR - Elegy
THE SMOKE - Eclipse
THE CASTAWAY – Tales from the Thousand lakes
AGAINST WIDOWS - Elegy
ALONE – Am Universum
SILVER BRIDE - Skyforger
MY KANTELE, o CRASSICO - Elegy
HOUSE OF SLEEP - Eclipse
BLACK WINTER DAY – Tales from the thousand lakes
Children of Bodom
Resenha e fotos: Felipe Bellard
Após o show de abertura dos conterrâneos do Amorphis, o Children Of Bodom subiu ao palco do Via Funchal destilando clássicos para nenhum fã botar defeito.
A apresentação da banda finlandesa teve início com o hit “Sixpounder”, do álbum Hate Crew Deathroll, de 2004, responsável por alavancar a banda ao mainstream. Muito seguros, eles emendaram “Living Dead Beat”, após cumprimentarem o público paulista. Seguindo com “Hellhounds On My Trail”, de seu último trabalho, “Blooddrunk”, levantaram ainda mais o público, mas foi com “Silent Night, Bodom Night” e “Hate Me!” que a casa veio abaixo.
Com um set list que abrangia todos os seus trabalhos de estúdio, o Children Of Bodom mostrou que ainda possui muita energia e carisma para um show ao vivo com animação e bom humor.
Intercalando músicas como “Silent Night, Bodom Night”, “Needled 24/7”, “Downfall”, “In Your Face” e as recentes de seu último álbum, “Blooddrunk”, o grupo surpreendeu ainda com dois medleys que levaram a platéia à loucura. “Children Of Decadence”, “Bodom After Midnight” e “Bed Of Razors” surpreenderam os fãs mais fervorosos deixando a certeza de uma apresentação que não ficou devendo em nada em relação aos shows realizados pela banda em 2004. De quebra, Alexi ainda se retratou pedindo desculpas por seu comportamento durante a última turnê, quando a banda passou por diversos problemas técnicos que o irritaram.
Apesar de não ter alcançado lotação máxima, a casa de shows atendeu um público muito cativo que acompanhou cada detalhe da apresentação interagindo do início ao fim com o frontman Alexi Laiho e seus companheiros de banda.
Set List:
Intro
Sixpounder
Living Dead Beat
Hellhounds On My Trail
Silent Night, Bodom Night
Hate Me!
Needled 24/7
Lake Bodom / Bodom After Midnight
Blooddrunk
Angels Don’t Kill
In Your Face Children Of Decadence / Bodom Beach Terror
Downfall