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Deep Purple - Citybank Hall - Rio de Janeiro
26/02/2008
por: Nando Guiti
Fotos: Maila-Kaarina Riippa
 

Estranhos mas ainda Perfeitos

Mais uma vez a banda inglesa Deep Purple tocou no Rio de Janeiro. Foi a sétima apresentação na cidade e oitava no Brasil. O preço, salgadíssimo para os nossos padrões, não afastou novos ou velhos admiradores da banda, que quase lotaram o Citibank Hall na noite do dia 22 de fevereiro.

 

Desta vez o show teve uma banda de abertura, a "Inquisição", que levantou a galera com um ótimo hard, ver matéria completa sobre esta abertura em http:imprograma.blogspot.com

Com quase 2 horas de atraso, devido a problemas de retenção de aparelhagem em SP, o Purple entrou no palco detonando Pictures of Home e Things I Never Said, uma seguida da outra, sem dar tempo pra ninguém respirar.

Com o som do P.A bastante embolado, deixando o som dos teclados encobrir a guitarra, veio a primeira surpresa da noite: Into the Fire, do álbum In Rock, numa ótima versão revitalizada graças ao novo arranjo e solo de Steve Morse. Logo em seguida mandaram outro clássico obrigatório: Strange Kind of Woman com a banda ainda desconfortável, desta vez com a falta de retorno de palco. Mesmo assim, uma ótima versão.

É bom frisar aqui que todos os instrumentos e som de palco não eram deles, devido aquele problema citado no início da matéria, ou seja: da guitarra aos teclados, passando por bateria, baixo, pedais, microfone, caixas, amplificadores, foi tudo alugado às pressas, inclusive não tiveram tempo de passar o som antes do show.

 

Só sobraram as roupas...
Ainda bem, senão poderíamos ver o Ian Gillan vestido com uma camisa do Vasco da Gama ou o Steve Morse de Flamengo.
Pensando bem, até que não seria tão ruim assim...

Mas voltando ao show, atacaram de Rapture of Deep, ótima música do último disco do mesmo nome. Por falar nisso, lá se vão 3 anos que eles não lançam nada de novo, pois este último e fantástico disco é de 2005, e neste ano de 2008, a banda completa 40 anos de vida.

Outra surpresa da noite, foi Mary Long do disco Who Do We Think We Are. Simplesmente a melhor versão que já ouvi dessa música, que é uma das minhas preferidas.

A partir desta música, o som do P.A melhorou consideravelmente e foi bem até o final do show, que ainda teve Kiss Tomorrow Goodbye, The Battle Rages On (que tocaram bastante na época que Steve Morse entrou na banda), e as de sempre - Lazy, Perfect Strangers, Space Trucking, Highway Star, Smoke on the Water e Black Night, além da parte instrumental de Steve Morse e outra de Don Airey.

 

Agora, não posso deixar de falar sobre as pouquíssimas surpresas do show e do repertório óbvio e totalmente "engessado" do Purple. Músicas como Black Night, Space Trucking e até mesmo Smoke on the Water, mesmo sendo o maior sucesso da banda, poderiam dar lugar a outras músicas que nunca, ou quase nunca, são executadas ao vivo.

Material de ótima qualidade é o que não falta. Da própria fase do Steve Morse, músicas de altíssima qualidade são desprezadas para o set list e que agradariam totalmente.

Já está mais do que na hora de dar uma mexida neste repertório para deixar a audiência de "boca aberta", não só pela categoria e habilidade dos músicos como também pela variedade do repertório.
Ano que vem deve ter outro show do Purple por aqui. Ano que vem, religiosamente, irei de novo. Com ou sem surpresas no repertório.

 
Nando Guitti é produtor e apresentador do programa online Independência ou Morte.
Domingo, 22h na IRádio. www.iradio.com.br com repríses nas terças no mesmo horário!
 
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