Por: Andy Robbins
Versão em português: Carlos Lösch
Fotos: Cláudio Duarte
Nota da editora:
De 23 de julho a 08 de agosto, Joe Lynn Turner esteve pelo Brasil em tour ao lado de grandes músicos. Um deles em especial, o baixista Andy Robbins, a pedido do Hard Blast escreveu este diário da tour para que todos possamos sentir um pouco de como é estar na estrada. Muito obrigada Andy!
Maila
Meu nome é Andy Robbins, sou baixista professional e produtor de Los Angeles. Eu co-empresario e dirijo a Garnoe Productions com o baterista de estúdio inglês Garry King.
Juntos nós levamos adiante o conceito da High Gear Tour com Joe Lynn Turner, com quem entramos em contato em 2007, falando sobre nossas idéias de realizarmos datas de turnê em várias partes do mundo, trabalhando com uma banda de músicos muito talentosos e dinâmicos. Eu vim para o Brasil em novembro de 2008 e trabalhei na venda das datas para a América Latina. Em maio de 2009 tínhamos definido as cidades em que a turnê iria passar e finalizamos nossa agenda com as seguintes datas:
23/7/2009: Bolshoi Pub - Goiania, GO
25/7/2009: Biriba Rock Festival - Manaus, AM
30/7/2009: Nova San Remo - Jundiaí, SP
31/7/2009: Cultural Bar - Juiz de Fora, MG
01/8/2009: Blackmore Rock Bar - São Paulo, SP
02/8/2009: Experience Rock Bar - Novo Horizonte, SP
A banda foi formada comigo no baixo (EUA), Gary King (Ingaterra) na bateria, Andres Montoya (EUA) na guitarra, Beto Peres na guitarra e Marssal Leones nos teclados, que são dois músicos freelancers de Brasília. Passamos a semana anterior à chegada de Joe em Goiânia, ensaiando as músicas e trabalhando em como o set que seria apresentado nos shows. Joe chegou no dia 18 de julho e passou dois dias ensaiando conosco no Bolshoi Pub, para acertarmos os últimos preparativos.
Fizemos nosso primeiro show em Goiânia, no Bolshoi Pub, dia 23 de julho. Era uma noite de quinta e o show foi um sucesso! Antes desse show nós fizemos dois workshops na cidade, um na Titanium e outro na Harmonia Musical, conhecemos os fãs e fizemos uma coletiva de imprensa no Plaza Inn de Goiânia.
Para a turnê, o set list que decidimos foi:
Highway Star (Deep Purple)
I Surrender (Rainbow)
King of Dreams (Deep Purple)
Blood Red Sky (Solo Works)
Street of Dreams (Rainbow)
Divided (Sun Storm)
Jealous Lover (Rainbow)
Love’s Gone Wrong (Sun Storm)
Stone Cold (Rainbow)
Devil’s Door (Solo works)
Love Conquers All (Deep Purple) (Joe played acoustic)
Death Alley Driver (Rainbow)
Hush (Deep Purple)
Burn (Deep Purple)
(Encore )
Smoke on the Water (Deep Purple)
Perfect Strangers (Deep Purple)
Red Sky (Solo works)
Depois do show em Goiania, tivemos a sexta livre e, então, viajamos para Manaus no sábado, dia 25, para tocar no Biriba Rock Festival. Tínhamos que estar no aeroporto muito cedo no dia 25, cerca de 7 da manhã. Nosso vôo para Manaus tinha conexão em Brasília. Infelizmente, os vôos foram cancelados devido a uma forte neblina, e tivemos que esperar no aeroporto por cerca de cinco horas e meia. Quando chegamos em Brasília, o vôo da conexão já tinha decolado e o próximo era somente às oito da noite. Por isso, alugamos um carro, dirigimos até a casa de um parente, dormimos e descansamos na beira da piscina por boa parte da tarde. Finalmente chegamos em Manaus às 23:30 e ainda tínhamos tempo suficiente para comer, tomar banho e nos arrumar antes do show. Tocamos por volta de uma hora da manhã e era a céu aberto. O clima estava quente e úmido, tocamos para um grande público, de cerca de 7 000 pessoas. Joe sempre foi muito profissional e terminou exibindo uma excelente performance!
Voamos para São Paulo no dia seguinte com os novos amigos que fizemos, da banda The Four Horseman (Tributo ao Metallica), que também tocou no festival e chegou cerca das 6 da tarde em nosso hotel. Estava programado de nos encontrarmos com Michael Schenker no show que ele estava fazendo naquela noite em Sampa, mas o tempo passou muito rápido e terminamos indo a um excelente jantar com nossos amigos do The Yngwie Malmsteen Brazilian Tribute Site. Eles nos ajudaram muito em São Paulo.
Tivemos o dia seguinte livre (segunda), então Joe e minha esposa passaram o dia inteiro no shopping enquanto eu fiquei no hotel trabalhando em aspectos da produção. O resto da banda também saiu por Sampa para se divertir. Levamos Joe para um restaurante Japonês muito bom com alguns amigos que vivem em São Paulo.
Tivemos um total de três dias livres em São Paulo, o que nos proporcionou a chance de marcar uma sessão de gravação no C4 Estúdios na terça à noite, onde gravamos perfórmances ao vivo da banda tocando a clássica do Rainbow, Death Alley Driver, e a do Deep Purple, King of Dreams. As sessões também foram filmadas para uma futura transmissão pela internet para documentar o processo inteiro de cada instrumento sendo gravado, tocado, etc... Na quarta nós fizemos uma coletiva de imprensa no Conservatório Souza Lima, nos Jardins. Depois eu passei o começo da tarde com a Marta (minha esposa) e o Joe fazendo compras no Jardins e jantamos muito bem. Depois de alguns drinques (e muita chuva), voltamos ao Souza Lima e fizemos um workshop para 75 pessoas. A banda tocou King of Dreams, Jealous Lover, Divided e Burn (eu acho que ainda teve outra música).
No dia seguinte, dirigimos algumas horas para tocar em Jundiaí. Depois do show saímos algumas horas mais tarde e pegamos uma longa estrada para Juiz de Fora, em Minas Gerais. Chegamos lá com tempo suficiente para comer uma bela refeição, tomar banho e relaxar com alguns drinques antes do show. Esse show foi um dos melhores da turnê. A platéia era incrível, a casa era incrível, o som, tudo estava ótimo, realmente um show perfeito. Todos os músicos estavam dando tudo de si e a platéia correspondia. Depois do show eu devo ter ouvido “Juiz de Fora Rocks!” pelos menos umas 100 vezes durante o resto da turnê!
Dirigimos de volta para São Paulo de manhã bem cedo e chegamos por volta de uma da tarde, indo para os mesmos quartos de antes. Isso foi ótimo. Todos os funcionários já nos conheciam, tinham lavado nossas roupas, anotado mensagens, etc. O restaurante de lá tinha uma ótima massa com molho Bolonhesa que Joe e eu comíamos toda noite, e no fim da rua tinha um lugar em que almoçávamos “falafel” e que o dono era um grande fã de Rainbow e Deep Purple. Dormimos quase o dia inteiro e acordamos para a passagem de som no começo da noite, no Blackmore em Moema. Mais tarde, antes de voltarmos ao Blackmore, nós fizemos um cocktail de recepção no meu quarto de hotel para brindarmos pelo aniversário de Joe. Ele ficou muito feliz e nós tivemos uma hora para comemorar antes de irmos pro show. Assim que chegamos lá, conhecemos o baterista Paulo Zinner e o guitarrista Fernando Pui e combinamos uma jam para depois da apresentação, a fim de comemorarmos o aniversário do Paulo e do Joe. Nosso show de São Paulo foi muito bom, a banda parecia estar realmente se entrosando e toda noite soávamos melhor, mais firmes, como se tocássemos juntos há anos. Descemos do palco por volta de quatro da manhã e a Jam com Joe, Paulo e Fernando começou. Foi ótimo, as músicas foram Black Night, Long Live Rock´n Roll, Hey Joe e um Blues em G, que durou 55 minutos. Joe também tocou guitarra solo, trocando riffs com Fernando. Foi muito “Old School” e me pareceu muito com o que eu lembro de ver o Joe fazendo com Richie Blackmore no Deep Purple. A Jam terminou por volta de 5 da manhã.
Fizemos um show em Novo Horizonte, no norte de estado de São Paulo no dia seguinte. Nós saímos um pouco tarde e chegamos algumas horas antes do show, que também foi em um lugar fantástico ao ar livre, com bom som e vídeo! Tinha uma platéia muito entusiasmada e nós tocamos um set bem longo.
No dia seguinte dirigimos até Ribeirão Preto, Joe, Marta e eu pegamos um avião para o Rio e o resto da produção foi para Porto Alegre. Tivemos 3 dias livres e Joe queria visitar os amigos no Rio e comemorar seu aniversário lá. Nos encontramos com a Maila e Davis Ramay, tivemos uma ótima “noite de drinques” em um pub irlandês em Ipanema e terminamos cantando em um Karaokê até de manhã. Passamos a noite seguinte com a Maila, Rodrigo Scelza, Davis Ramay e o pessoal do Brasil (banda de apoio de Joe na turnê de 2008) em uma festa que o Rodrigo ofereceu ao Joe no bar Calabouço. Foi uma ótima noite, pudemos ver a banda tocando um set inteiro de Rainbow, JLT, Whitesnake e algumas outras músicas. Uma boa banda! No fim do set, Joe e eu pedimos para subir no palco e tocamos algumas músicas do Rainbow também. Tivemos bons momentos na área Vip e tomamos uma garrafa inteira de cachaça... Isso não foi uma boa idéia!! Mas nossa estadia no Rio foi boa para descansar e ótima para o Joe comemorar com seus amigos na cidade que ele gosta tanto!
Voamos para Porto Alegre no dia seguinte e nos encontramos com nossos parceiros de banda para o show da noite. Tocamos em um teatro muito bom lá. Rodrigo e Davis também vieram do Rio e nós convidamos Davis para tocar guitarra em Stone Cold. O show foi ótimo, nós filmamos vários trechos e colocamos em um clipe disponível no site da turnê do Brasil. www.jltbrasil2009.com .
O ultimo show foi em Florianópolis. Fizemos um workshop para 75 fãs entusiasmados e depois fizemos o que provavelmente foi o melhor show da turnê. Ficamos lá até tarde como sempre e Joe deu muitos autógrafos para seus fãs.
Na noite seguinte nós fechamos a turnê com chave de ouro no “Chopp do Gus” em Floripa com todos os amigos que fizemos lá, a banda Fred Lee, o empresário deles e Andre, que foi o produtor do workshop junto com Baba Jr (baixista da Fred Lee).
Fred Lee é uma ótima banda. Eles fizeram um set excelente e depois nos chamaram ao palco para tocarmos algumas músicas. Beto, Garry, Marssal e eu começamos tocando algumas do Pink Floyd. Depois chamamos Joe e tocamos mais 6 músicas com ele também, fazendo daquela noite uma experiência memorável para todos que estavam no bar. Foi um ótimo encerramento pra turnê!
Fred Lee é uma ótima banda. Eles fizeram um set excelente e depois nos chamaram ao palco para tocarmos algumas músicas. Beto, Garry, Marssal e eu começamos tocando algumas do Pink Floyd. Depois chamamos Joe e tocamos mais 6 músicas com ele também, fazendo daquela noite uma experiência memorável para todos que estavam no bar. Foi um ótimo encerramento pra turnê!
No geral a turnê foi um grande sucesso para JLT, Garnoe e todos os locais. Eu pessoalmente achei uma das melhores turnês que já toquei. Conhecer o Joe e tocar com ele foi uma experiência fantástica. Ele é um músico muito profissional que possui muita energia positiva e um grande carisma! É um cara especial que faz os fãs realmente entenderem o quanto ele aprecia o apoio deles, que sempre faz excelentes perfórmances, noite após noite, não importando as condições ou o quão cansado ele possa estar, ele sempre levanta o profissionalismo de todos à sua volta...
Fiquei muito feliz de ter tido essa experiência e estou ansioso para a turnê JLT 2010 no Brasil também...