Logo após o show de Tony Martin as expectativas mudaram. Agora era a vez de Joe e da curiosidade de seus fãs a respeito de seu repertório. Haveria mais Rainbow, mais Purple ou mais músicas de sua carreira solo?
A resposta é simples; haveria tudo isso e muito mais, pois em seu novo show Joe Lynn Turner faz uma retrospectiva completa de sua carreira, tocando músicas de todas as fases.
O intervalo foi um pouco longo, mas Joe subiu ao palco lá pelas 23:30 e fez um show intenso, esbanjando simpatia e fazendo brincadeiras com várias das pessoas que assistiam a sua performance (confesso, engraçada), principalmente com os que cantavam as letras. Ele prestava atenção em todos, a todas as reações.
A primeira música do set foi Death Alley Driver, do álbum Straight Between the Eyes (1982), do Rainbow, seguida por I Surrender e The Power of Love.
Diga-se de passagem, excelentes escolhas para abrir o show, visto que são músicas fortes e deixaram o público super empolgado. Nunca vi tantas câmeras. Até o próprio Joe fez uma piadinha falando sobre isso e sobre o Youtube: “Hoje em dia tudo está no Youtube, se duvidar você está no banheiro e tem uma câmera. No dia seguinte, lá está você, taking a piss on the youtube”.
Intercalando água com caipirinhas, o show de Joe Lynn Turner foi completo para os fãs englobando um pouco de tudo, Rainbow, Deep Purple, Malmsteen, carreira solo, sem dúvida um ótimo momento para os fãs brasileiros que só tiveram a oportunidade de vê-lo com o Deep Purple em 92.
A banda que o acompanhou foi 100% brasileira e fez um bom trabalho. Davis Ramay (guitarra), Diego Padilha (baixo), Riq Ferreira (backing vocal), André Andrade (bateria) e Bruno Sá nos teclados (indubitavelmente o melhor instrumentista presente naquele palco, chegando a ofuscar os outros músicos).
Foi um show composto por vários momentos legais como, por exemplo, quando rolaram as músicas Losing You e Endlessly.
Para o final, um grande momento com Deja Vu, de Malmsteen, Spotlight Kid, do Rainbow e Burn, do Deep Purple, que foi logicamente cantada em coro por todos ali presentes. Foi super emocionante. Burn é minha música favorita e só faltava ver Lynn Turner cantando-a ao vivo para eu poder dizer que vi todos os vocalistas que já passaram pelo Purple cantando a música que mais gosto.
Logicamente o show poderia ter durado a noite toda, repertório não faltava e nem gente querendo escutar e sabendo cantar mas, infelizmente, acabou. Porém acabou com Joe Lynn Turner feliz e prometendo voltar. Destaques para o som de Flávio Pascarillo do estúdio HR (RJ), que estava ótimo, para a iluminação muito bem feita e para o público presente que ajudou a fazer o show acontecer.
Joe Lynn Turner mostrou quem é, mostrou que sua voz continua ótima e que ainda vai poder, por muitos anos, dar este gosto a todos os seus fãs, que ainda poderão assistir muito a suas dancinhas esquisitas e todo o resto.
Foi assim o final de uma noite histórica onde pudemos assistir a dois grandes nomes que fazem parte da história do rock: Joe Lynn Turner e Tony Martin, no mesmo evento. Foi muito bom ter feito parte disso.