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Cantinho extremo do Señor Stressor
Por: Señor Stressor

Com alegria recebi o convite da querida amiga Maila, para dividir um pouco do meu amor pela música extrema com vocês.

Não sou jornalista ou um catedrático no assunto, mas um cara extremamente apaixonado por esse gênero muitas vezes incompreendido, porém muito verdadeiro e cativante.

Espero que gostem das minhas impressões sobre o assunto.

E de quebra , que tal umas historinhas de Serial Killers?

Señor Stressor

 

Música extrema!

Como explicar a dedicação e admiração de alguns por esse gênero “ maldito” e “incompreensível” para as pessoas ditas “normais”?

Talvez essa fuga do óbvio e do aceitável já seja parte da explicação.
Nos primórdios do death metal e do grindcore, na Inglaterra, E.U.A. e Escandinávia, o objetivo dos pioneiros do extremo não era vender milhões de discos ou fama e fortuna, mas, sim, ser a banda mais brutal do planeta.

Essa mentalidade, salvo raras exceções,  é encontrada até hoje nesses gêneros, o que os torna mais uma paixão do que um produto, pura e simplesmente.

Ao contrário de muitos sucessos instantâneos e estrondosos (e efêmeros!) de vendas e popularidade, a música extrema se mantêm ativa e produtiva (com oscilações ocasionais) em um patamar underground, desde o surgimento das primeiras bandas do gênero, no final dos anos 80. E isso se deve a um público fiel, que veste a camisa e não está interessado em seguir modas, mas sim, prestigiar as bandas, eventos e a cena extrema em si.

Graças a esse exército fiel é que vemos bandas como Cannibal Corpse, Morbid Angel , Entombed, Dismember e outras, firmes e fortes até hoje, tocando um som nada “radio friendly”, desde o final da década de 80.

Portanto, se você é um dos nossos, fique tranqüilo; o gênero está numa ótima fase e mostra que veio para ficar.

 

Death Chain – Death Eternal – Finlândia

 

Vindos das geladas terras da Finlândia, que nos trouxeram pioneiros do HC como Terveet Kädet, Rattus e os cascas grossas black /punk do Impaled Nazarene, temos o Deathchain, banda de death/thrash que gravou um ótimo trabalho em “ Death Eternal”.

O cd já começa com a banda mostrando a que veio com a rápida e intensa " Titans of Black Earth”, repleta de blastbeats e vocais urrados, mas que também mostra elementos de rifferama thrash e levadas mais cadenciadas em alguns momentos.
Essa dinâmica entre momentos mais extremos e outros mid tempo, muito bem utilizada por eles, é um destaque em um mar de bandas mais preocupadas com velocidade do que substância.
Típicos exemplos podem ser encontrados em “ Awaken Horror of this Earth” (com riff a la Morbid Angel) e “The Ancient and the Vile” (cujos vocais lembram muito “Where the Slime Lives “ do Morbid Angel)
 
Várias levadas com pegada thrash enriquecem o som, além de torná-lo mais acessível para os bangers não tão radicais, como se pode ouvir em “ Monolith and Death”, que começa com uma paulada total a la Nile e depois abre espaço para riffs mais “thrasheiros”.

A faixa final é a interessante “Incantations of Shubb Niggurath”, que começa de forma bem climática e vai num crescendo contínuo, até atingir seu clímax com uma levada brutal com blast beats e riff nervoso.
A produção é excelente e a performance dos músicos, impecável. Mais um diferencial da Death Chain é no que se refere aos solos de guitarra. São pouco presentes e quando existem, seguem uma linha mais de “temas”, bem no estilo Immolation.
Nada daquela chuva de notas caóticas dispensáveis tão comuns no death atual.

Resumindo, o Death Chain é uma grata surpresa de uma banda já com uma certa estrada (esse é o quarto cd deles), mas que eu ainda não conhecia.
Vale a pena conferir.

Internet:
www.deathchain.com
http://www.myspace.com/deathchainofficial

 

Sinistrices :

Ed Gein –
Se algum de vocês (e quem não!) assistiu aos filmes O Silêncio dos Inocentes (“Silence of the Lambs”), Psicose (“Psycho”) ou O Massacre da Serra Elétrica (“The Texas Chainsaw Massacre”), então já tiveram contato com a “obra” desse insano serial killer.

Desde criança, Ed morava em uma fazenda em Plainfield, Wisconsin, com seu pai alcoólatra, sua mãe religiosa e dominadora e seu irmão mais novo.

Com a morte de seu pai em 1940, ele e seu irmão se tornaram os “ homens da casa”.
Mas na verdade, sua mãe os controlava totalmente, incitando-os a não se casar, pois segundo ela, as mulheres não prestavam e iriam desfazer a família, além de “sexo ser um pecado”.

Com a morte misteriosa de seu irmão em um incêndio e posteriormente de sua mãe, devido a um derrame, Ed se viu sozinho na fazenda onde passou a cultivar uma bizarra obsessão pela anatomia feminina.

Ele se sustentava realizando serviços para a vizinhança e era tido como um sujeito estranho, porém inofensivo.

Junto com um cúmplice, após ler obituários, desenterrava cadáveres ( para “pesquisas científicas”, dizia ele) e guardava em sua casa partes dos corpos, como cabeças, órgãos sexuais, corações e intestinos.
Ele começou a criar “roupas” feitas de pele humana e a vesti-las em determinadas ocasiões.

Quando seu cúmplice foi internado por insanidade, Ed ficou impossibilitado de desenterrar corpos e passou a cometer assassinatos.

Comprovadamente, matou 2 pessoas da comunidade (a gerente de uma taberna que ele freqüentava, à tiros ) e a mãe do xerife substituto (que foi encontrada pendurada em um gancho, na fazenda de Ed), mas foram encontradas partes de mais de 15 corpos em sua casa.

Na bizarra fazenda foram encontrados móveis, roupas e adereços feitos com partes de corpos, inclusive de sua própria mãe, além de indícios de canibalismo (já que partes foram encontradas na geladeira).

Considerado criminalmente insano, Ed foi enviado para um hospital psiquiátrico em 1957, onde permaneceu preso até 1984, quando faleceu de causas naturais, aos 77 anos.

Durante sua permanência lá, foi um preso bem comportado e extremamente dócil.
2 filmes sobre Ed : "Ed Gein , o serial killer (Ed Gein)" e " Deranged".
2 músicas sobre Ed : "Ed Gein" (Macabre) e "Dead skin mask " ( Slayer).

Até a próxima!

 
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