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The Police - Rio de Janeiro
Por Rafael Bonnal (baixista da banda Savant)
12/12/2007
Fotos: www.oglobo.com
 

E finalmente chegou o show mais esperado do ano! Após 25 anos da última vinda ao país e 23 desde o fim da banda, o The Police despejou no sábado sua lista de hits para o público brasileiro, o que não é pouca coisa.

 
A abertura da noite ficou a cargo dos Paralamas do Sucesso, que desde a confirmação do show do The Police, achava a escolha mais adequada. Não só pela semelhança sonora, afinal Herbert, Bi e Barone são fãs declarados e com muita influência no início da carreira do som de Sting, Summers e Copeland.

Com uma precisão britânica, nossos meninos, acompanhados ainda por Andreas Kisser na segunda guitarra, João Fera nos teclados, Monteiro Jr. Nos sax e Bidu Cordeiro no trombone tomaram de assalto o palco do Maracanã com ganho de causa! “Vital e sua moto” ecoa pelo sistema de som e, pelo que soube, a platéia foi ao delírio. Após essa entrada triunfal, vem “Calibre” e “Selvagem”, a partir daí já estava devidamente acomodado na platéia e gritando a plenos pulmões.

Então veio “Meu Erro” e na seqüência “Ska”, precisa dizer mais? Pausa para “Uma brasileira” e voltando ao clima de “tira o pé do chão” com “Alagados”. Após esta, momento homenagem aos conterrâneos da Legião Urbana com “Que País é Esse?”, música que, infelizmente, continua atual diante de nosso quadro político.

Fechando com “Loirinha Bombril”, os Paralamas deixaram um gostinho de “quero mais” na galera, mas com a certeza de missão cumprida. Um show histórico para a banda: primeiro por ser sua estréia no Maracanã e segundo por abrir para o The Police. Parabéns!

Tempo de ir comprar uma cerveja, de procurar um lugar mais na frente, descansar, especular sobre o repertório da atração principal.

 
Perto das 21:30, mais precisamente as 21:27, começa a tocar “Get Up, Stand Up” de Bob Marley no PA, é a deixa para matar a saudade da banda mais cultuada dos anos 80. Mr. Stuwart Copeland aperece atrás da bateria e soa o enorme gongo ao fundo, é o sinal para Andy Summers começar a dedilhar a introdução de “Message In A Bottle”, Sting finalmente aparece caminhando no palco em direção ao microfone para êxtase da massa sedenta por sucessos! E foi o que se seguiu por pouco mais de uma hora e meia de espetáculo. Não faltou simplesmente nenhuma, estavam todas lá! “Roxanne”, “De do do do De da da da”, “Walking In The Moon”, “Every Breath You Take”, todas elas num só ser, como diria Lenine em sua letra! Um só ser não, três seres! Três mestres na arte de fazer música pop. Ainda sobrou tempo para dois lados B, “Hole In My Life” e “Truth Hits Everybody”.

Um show correto, burocrático eu diria, mas não menos sem brilho. Uma banda afinada e um Sting empolgado na sua maneira “gringo de ser” em rever o público tupiniquim. Verdade que quase todos os andamentos deram uma pisada no freio, mas nunca um demérito e sim emplacando mais groove e requinte as canções. Som sempre cristalino e a voz do nosso hoster um primor, sem desafinar no alto dos seus 56 anos.
 
Claro que ele poupou o gogó, mas não ao ponto de se intimidar em dar ao público o que eles queriam: interpretações viscerais das músicas que embalaram suas juventudes.
 

Falando em juventude, não só de coroas, tiozões ou senhoritas de meia-idade a platéia era composta. Tivemos um comparecimento em peso de público jovem e adolescente, para cantar junto os refrães pegajosos do grupo.

Juntos, o The Police soma 175 anos, mas essa idade não é nem de perto sentida pelos músicos, que esbanjaram entusiasmo e pegada nesta noite mágica, Stuwart Copeland principalmente, tamanha era sua empolgação em esmurrar sua bateria! Show à parte! Por volta de 23:22 a banda se despede do Rio de Janeiro e do Brasil, também com sentimento de dever cumprido. Para ficar na memória.

 
Agora, vamos aos pontos negativos: organização falhou miseravelmente em fazer o público entrar no estádio de forma organizada, por isso perdi as duas primeiras músicas dos Paralamas. Um absurdo levar meia hora para se andar 50 metros!

Os detectores de metal estavam lá, agora pergunte se estavam ligados. Pois é, não que fosse o caso, pois o público era totalmente de paz, porém malucos existem em qualquer lugar e já que foram colocados, acho que pelo preço cobrado, é obrigação ter esse tipo de cuidado com a segurança.
 
Set liste do Show
Abaixo segue o repertório na ordem executada pelo trio inglês e com menção a que disco pertence cada canção respectivamente.
“Message in a bottle’’ – “Regatta de blanc” – 1979
“Synchronicity II” – “Synchronicity” - 1983
“Walking On The Moon” – “Regatta de blanc” - 1979
“Voices inside my head” – “Zenyatta mondatta” - 1980
“When the world is running down you make the best of what’s still around”- “Zenyatta mondatta” - 1980
“Don't stand so close to me” - “Zenyatta mondatta” - 1980
“Driven to tears” - “Zenyatta mondatta” - 1980
“Hole in my life” – “Outlandos d’amour” - 1978
“Truth hits everybody” - “Outlandos d’amour” - 1978
“Every little thing she does is magic” – “Ghost in the machine” - 1980
“Wrapped around your finger” - “Synchronicity” - 1983
“De do do do de da da da” - “Zenyatta mondatta” - 1980
“Invisible sun” - “Ghost in the machine” - 1981
“Walking in your footsteps” - “Synchronicity” - 1983
“Can't stand losing you” - “Outlandos d’amour” – 1978
“Regatta de Blanc” – “Regatta de Blanc” - 1979
“Roxanne” - “Outlandos d’amour” - 1978
“King of pain” - “Synchronicity” - 1983
“So lonely” - “Outlandos d’amour” - 1978
“Every breath you take” - “Synchronicity” - 1983
“Next to you” - “Outlandos d’amour” - 1978
 
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