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Nota do Editor:
Olá Rocker!
Eu e toda a equipe do Hard Blast pedimos desculpas pela demora nas atualizações, tenho estado muito ocupada cobrindo os festivais de verão, mas em breve tudo estará de volta ao ritmo normal. Prometemos a vocês fotos exclusivas, entrevistas, resenhas e tudo de mais interessante no estilo do Hard Blast. Também estamos trabalhando com novos parceiros para que o site fique ainda melhor e mais moderno. Em pouco tempo estaremos de volta. Além do Tuska Open Air e do Hellfest, estivemos no Ruisrock, Sonisphere e Ankkarock, então prepare-se! O verão infelizmente está no fim aqui na Europa, mas nosso trabalho com o Hard Blast só está crescendo. Um beijo e stay rock!
Maila
 
   
 
 

UFO BRAZILIAN TOUR, Carioca Club, São Paulo, 26/05/2010

 
Por: Henry Ho

Fotos: Miwa Sato


Trabalhei para o UFO no Japão como técnico de áudio na tour do álbum Walk On Water. Não fui o técnico titular e sequer pude acompanhar boa parte do show. Isso mesmo, a correria era tanta que nem pude “curtir” uma das minhas bandas favoritas...
E quase 15 anos depois, nem acreditei que eles viriam tocar aqui no Brasil. Não era mais a formação clássica, pois Michael Schenker saiu para dar lugar ao guitarrista Vinnie Moore e o baixista Pete Way também não viria por estar seriamente doente. Mas de qualquer forma, Phil Moog, Paul Raymond e Andy Parker estariam aqui!

Comprei os ingressos com muitíssima antecedência e estava ansioso para vê-los, mas como minha vida sempre é marcada por coincidências e fatos inusitados, no dia do show recebi um telefonema de uma ex-aluna minha, a Sylvia D’Antonio. Ela estava trabalhando de roadie para o guitarrista Vinnie Moore! A notícia era de que a guitarra reserva dele estava com uma tarraxa quebrada e, para quem trouxe apenas dois instrumentos, as circunstâncias eram nada agradáveis.
Providenciei um jogo de tarraxas e fui mais cedo para o local para levar as peças. O Carioca Club fica numa região central de fácil acesso, mas o fato de ir mais cedo me livrou do típico congestionamento que enfrentaria se planejasse seguir no horário mais tarde. A casa é bem legal, acomoda aproximadamente 1200 pessoas e a única coisa estranha é o nome “Carioca Club” em plena capital paulista!
Já tinha bastante gente esperando o show. Adentrei no recinto por uma porta lateral e fui direto para o backstage. Vinnie chegou logo depois e conversamos rapidamente. Troquei a tarraxa da guitarra e para não perder o costume, aproveitei para tirar fotos dos equipamentos. Fiquei mais algum tempo com a Sylvia e outros técnicos e fui me acomodar no mezanino superior para assistir ao show.
Pelo fato de ser a primeira vez, a expectativa seria um set list recheado de clássicos. E acho que fui um dos poucos que tiveram o privilégio de ver o set-list antes da apresentação.
A banda entrou e mandou “Let It Roll” do álbum Force It, um clássico!
Phil Moog já mostrou que veio para detonar com sua voz inconfundível. Vinnie Moore na guitarra não deixou a galera sentir saudades de Michael Sckenker. O guitarrista foi ovacionado desde a hora que entrou e a cada solo, arrancou aplausos e deixou os guitarristas de plantão literalmente histéricos!
O baixista Barry Sparks, que substitui o veterano Pete Way, não veio para o Brasil, teve que abandonar a tour por motivos pessoais. O baixista Rob Deluca que já havia tocado com eles em 2008(tour americana) se juntou novamente a banda. Nos teclados e guitarra base, o veteraníssimo Paul Raymond, a qual tive a honra de tocar junto uma única vez no Japão! Na bateria Andy Parker, outro da formação clássica!
A banda mandou ver com “Mother Mary”, “Daylight”, “Out In The Street”, “This Kids”, “Cherry” e “Only You Can Rock Me”. Nessa altura do show, o som estava acertado e a galera embasbacada com o carisma da banda, principalmente Phil e Vinnie. Vários clássicos foram despejados em sequência e sinceramente, não consegui ver ninguém parado! Tocaram depois “Hell Driver” e mais uma do disco novo. Aliás, só lamento a ausência de “Stop Breakin Down”, do álbum The Visitor.


Um dos momentos mais esperados: Love To Love! A introdução com o teclado de Raymond e o violão tocado por Vinnie (esse violão foi emprestado para Vinnie pelo Kiko Loureiro). Voltando a música, um dos momentos mais legais do show! Pelo menos para mim.
“Aint No Baby” e “Too Hot Too Handle” antecedem a esperada “Lights Out”, cantada em uníssono por todos. No “bis”, dois clássicos: “Rock Bottom” com solo longo de Vinnie! E em “Doctor Doctor”, Vinnie usou a guitarra branca que eu arrumei! Bem legal!
Showzaço perfeito, vibe incrível, galera saciada e satisfeita!
Esses caras com certeza terão que voltar mais vezes! Ainda tirei um tempo para ir ao backstage e dar um “alô” para a banda e a crew. A tour segue para cidades como Goiânia, Belo Horizonte, Recife e o guitarrista Vinnie Moore volta para São Paulo para um workshop no bar Blackmore, no dia 30 de maio. E lá vamos nós...



Henry Ho é músico, luthier e técnico de palco. Já foi colunista das seguintes revistas: Guitar Player Brasil, Rock Brigade, Comando Rock e Música & Mercado. Atualmente é colunista da revista Cover Guitarra e fundador da B&H Escola de Luthieria.


www.bhluthieria.com

 
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