Comprei os ingressos com muitíssima antecedência e estava ansioso para vê-los, mas como minha vida sempre é marcada por coincidências e fatos inusitados, no dia do show recebi um telefonema de uma ex-aluna minha, a Sylvia D’Antonio. Ela estava trabalhando de roadie para o guitarrista Vinnie Moore! A notícia era de que a guitarra reserva dele estava com uma tarraxa quebrada e, para quem trouxe apenas dois instrumentos, as circunstâncias eram nada agradáveis.
Providenciei um jogo de tarraxas e fui mais cedo para o local para levar as peças. O Carioca Club fica numa região central de fácil acesso, mas o fato de ir mais cedo me livrou do típico congestionamento que enfrentaria se planejasse seguir no horário mais tarde. A casa é bem legal, acomoda aproximadamente 1200 pessoas e a única coisa estranha é o nome “Carioca Club” em plena capital paulista!
Já tinha bastante gente esperando o show. Adentrei no recinto por uma porta lateral e fui direto para o backstage. Vinnie chegou logo depois e conversamos rapidamente. Troquei a tarraxa da guitarra e para não perder o costume, aproveitei para tirar fotos dos equipamentos. Fiquei mais algum tempo com a Sylvia e outros técnicos e fui me acomodar no mezanino superior para assistir ao show.
Pelo fato de ser a primeira vez, a expectativa seria um set list recheado de clássicos. E acho que fui um dos poucos que tiveram o privilégio de ver o set-list antes da apresentação.
A banda entrou e mandou “Let It Roll” do álbum Force It, um clássico!
Phil Moog já mostrou que veio para detonar com sua voz inconfundível. Vinnie Moore na guitarra não deixou a galera sentir saudades de Michael Sckenker. O guitarrista foi ovacionado desde a hora que entrou e a cada solo, arrancou aplausos e deixou os guitarristas de plantão literalmente histéricos!
O baixista Barry Sparks, que substitui o veterano Pete Way, não veio para o Brasil, teve que abandonar a tour por motivos pessoais. O baixista Rob Deluca que já havia tocado com eles em 2008(tour americana) se juntou novamente a banda. Nos teclados e guitarra base, o veteraníssimo Paul Raymond, a qual tive a honra de tocar junto uma única vez no Japão! Na bateria Andy Parker, outro da formação clássica!
A banda mandou ver com “Mother Mary”, “Daylight”, “Out In The Street”, “This Kids”, “Cherry” e “Only You Can Rock Me”. Nessa altura do show, o som estava acertado e a galera embasbacada com o carisma da banda, principalmente Phil e Vinnie. Vários clássicos foram despejados em sequência e sinceramente, não consegui ver ninguém parado! Tocaram depois “Hell Driver” e mais uma do disco novo. Aliás, só lamento a ausência de “Stop Breakin Down”, do álbum The Visitor.
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