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EDITOR´S NOTE:
Hello Rocker! Me and the Hard Blast team want to apologise for these weeks without any updates but I´ve been quite busy covering the summer festivals to give you great photos, reviews and news. We´ve been also working on new partnerships to upgrade the website and improve our work. In a couple of weeks everything will be back to normal and you can wait for great stuff! Besides Tuska Open Air and Hellfest, we were at Ruisrock, Sonisphere, will be at Ankkarock and have done great interviews which are coming soon. All this traveling will be over soon ´cause summer is unfortunatelly close to the end so, don´t give up on us! We´ll be back even better!!! Stay rock!
Maila
 
   
 
 

TUSKA OPEN AIR 1º DIA, parte I – 02 Julho 2010 - Helsinki

 
Por: Maila Kaarina

Fotos: Jussi Ratilainen



O primeiro dia do maior festival de metal da Finlândia começou e todos os presentes estavam prontos para algo realmente grande: 34 bandas, 8 horas por dia, de 2 a 4 de julho. Acha que é fácil? Bom, eu te falo que não mesmo, pois para assistir aos shows de verdade, não sobra muito tempo para se comer, beber ou fazer social, você fica de um palco para outro e no final da noite volta para casa mancando por conta do número de horas que fica de pé e caminhando, para alguns presentes bem mais branquelos do que eu ainda vem o fator queimadura, visto que encaramos um sol a pino e escaldante e temperatura média de 28ºC (32ºC no segundo dia), o que pode ser considerado bastante em se falando da Finlândia: região de ar bem seco. Mas, não pense que estou reclamando, pelo contrário! Esses são os típicos dias de dureza que todos os metaleiros adorariam ter e, é claro, eu estava lá representando o Hard Blast para compartilhar com vocês, nossos leitores, esta maravilhosa experiência.

Caso você tenha curiosidade em saber mais sobre a história do festival e como ele foi planejado, basta dar uma conferida na entrevista que fiz com Niklas Nuppola em:
http://www.hardblast.com/entrevistas/tuska.asp

Agora, vamos falar sobre rock, pois é o motivo de estarmos aqui!

As duas primeiras bandas do dia foram Barren Earth no Sue Stage e The Arson Project no Inferno Stage. Tendo que escolher entre uma delas, o Barren Earth realmente chamou a minha atenção; peço desculpas aos caras do The Arson Project, mas não tive como assistir ao show deles.

 

BARREN EARTH – Sue Stage

O Barren Earth foi a minha escolha inicial e subiram ao palco pontualmente às 13:45h, e não me trouxe remorso algum ter optado por eles. Os portões foram abertos às 13:00h e por ser uma sexta-feira, pensei que a banda tocaria para quase ninguém. Surpreendi-me com o contrário: o lugar não estava totalmente lotado ainda, mas havia várias pessoas que correram para vê-los e a cada minuto eles pareciam chamar a atenção de mais e mais pessoas. O Barren Earth é uma banda muito boa que toca death metal progressivo com influências folk (nada exagerado) e tem uns momentos psicodélicos que chegam a lembrar Pink Floyd algumas vezes.

Outro aspecto interessante sobre esta banda finlandesa é o do line-up ser formado por membros de bandas de renome, como o baixista Oli-Pekka Laine (Amorphis), o guitarrista Sami Yli-Sirniö (Kreator), Janne Petillä (guitarra) e Marko Tarvonen (bateria), ambos do Moonsorrow, o vocalista Mikko Kotamäki e o tecladista Kasper Måterson ambos do Swallow the Sun; diga-se de passagem que este último também faz ótimos vocais limpos. Mikko canta nos dois estilos: gutural e limpo, e tem uma voz muito poderosa; e as músicas são uma reunião de momentos bem pesados com teclados melancólicos e atmosféricos.

O Barren Earth realmente foi capaz de unir toda a plateia no clima do Tuska. Todos que os assistiam ao show estavam empolgados e agitando sem parar. Uma banda muito profissional e que fez um ótimo show bem pesado. Em minha opinião, junto com o Insomnium (banda da qual falarei a respeito na segunda parte desta sessão de reviews), o Barren Earth é uma das grandes promessas do metal finlandês a atingir reconhecimento mundial. Não deixe de conferí-los!

http://www.myspace.com/officialbarrenearth
http://barrenearth.com/

 

TESTAMENT – Radio Rock Stage


Às 14:23h, quase dez minutos antes do previsto, a plateia já estava a postos gritando TESTAMENT, TESTAMENT, inquieta esperando para que os reis do thrash destruíssem o Kaisaniemi Park. E foi exatamente o que aconteceu! Às 14:31h, Paul Bostaph foi o primeiro a subir ao palco e cumprimetar todos apontando as baquetas para o ar e arrancando gritos vicerais do público finlandês. Depois foi a vez de Eric Peterson, Greg Christian, Alex Skolnick e Chuck Billy fazerem o mesmo dando início ao que eu, particularmente, considero o melhor show dentre os 20 que assisti durante os 3 dias de Tuska Open Air.

”More than Meets the Eye” do mais recente trabalho The Formation of Damnation (2008) abriu o show, seguido dos clássicos ”The Preacher” e ”The New Order”, ambos do álbum The New Order (1988). Na sequência, era a hora de ”The Persecuted Won´t Forget”, também do The Formation of Damnation e de outro clássico do álbum de 1988, apresentado por Chuck Billy: ”Vocês todos devem nos mostrar o quanto melhoraram desde a última vez que estivemos aqui, queremos ver se vocês Praticam o que Pregam!” – fazendo uma alusão à ”Practice what you Preach”. Uma curiosidade encontrada na biografia da banda é que The Formation of Damnation é considerado como um irmão mais novo, porém mais afiado e pesado do The New Order e ao escutar este início de show, mesclando músicas dos dois álbuns, pode-se garantir que eles se completam perfeitamente.

O Testament nos fez esquecer o sol quente fritando os nossos cérebros e corpos na frente do palco principal com uma ótima apresentação, cheia de presença e carisma, vindos de todos os membros que não paravam um só segundo. Eric Peterson e Chuck Billy são os responsáveis pelo legado do Testament e sem eles, tudo teria acabado quando Greg, Louie e Alex deixaram a banda há alguns anos atrás. Agora, mais de 20 anos depois, é bom vê-los juntos novamente com o line-up quase que totalmente original – exceto pelo baterista Louie Clemente que não retornou; e apesar de todo o meu respeito ao trabalho de Louie, não sou louca de reclamar, pois Paul Bostaph é APENAS um dos melhores bateristas do mundo (note-se que esta não é apenas a minha opinião pessoal). A guitarra de Eric Peterson foi pura pressão e Alex Skolnick mostrou que continua sem ser capaz de se mostrar apenas como um guitarrista ”na média”, mas sempre a frente do que podemos imaginar com sua forma única de tocar, timbre singular de guitarra e solos maravilhosos que abusam das escalas do jazz sem perder a essência do thrash metal. Greg Christian também não pode ser deixado de lado, pois seus dedos rápidos e ótimo slap combinam perfeitamente com o pedal duplo ultra rápido de Paul.

Mais músicas? ”Over the Wall”, ”Henchmen Ride”, ”Disciples of the Watch”, ”Into the Pit”, oferecidas por Chuck ao ”cara com o chapéu rosa”, mencionando de fato pelo Sr. Billy pelo menos 3 vezes durante o show, tornando-o quase uma celebridade do Tuska. D.N.R (siglas em inglês para Não o Ressussite) e na parte final deste show espetacular, The Formation of Damnation, trazendo o maior moshpit que já vi na vida, iniciado com as palavras de Chuck, que, por um momento, me deixaram um pouco assustada (esqueci por alguns segundos que estou na Finlândia e aqui as coisas funcionam porque as pessoas realmente entendem o significado da palavra LIMITE). Chuck dividiu a plateia em duas partes e disse para a galera ao lado direito: ”Eu quero que esses caras daqui matem os caras do outro lado!” – apontando para o lado esquerdo – ”E que os caras daqui matem os caras de lá!” – apontando para o lado direito. ”Esperem!” e todos obedeceram na hora. Neste momento aproveitei para guardar a minha câmera, caneta e bloco de notas dentro da bolsa e me agarrar a ela como se não houvesse amanhã, pois estava certa que eu não iria escapar do moshpit, mesmo se eu quisesse, pois já era tarde para correr... Paul Bostaph começou a tocar e Chuck disse as palavras: ”AGORA MATEM, MATEM, MATEM, MATEM”. O moshpit começou e muitas, muitas pessoas mesmo entraram nele mas, para a minha surpresa, ninguém empurrava aqueles que queriam ficar de fora. A minha cara de assustada mudou para uma de felicidade num instante, e este foi um momento muito especial, pois trouxe a tona as melhores recordações da minha vida, e se eu não estivesse usando botas de salto alto e com uma câmera na bolsa, sem dúvida alguma entraria naquele moshpit esquecendo que minha adolescência já passou há muitos anos atrás...
E para finalizar, comecei minha carreira jornalística num show do Testament durante a Reunion Tour no Brasil, em 2006, foi meu primeiro trabalho oficial como jornalista. Sou fã incondicional desta banda desde 1989 e eles nunca me desapontaram. Hail aos deuses do thrash! Testament rules!

http://www.testamentlegions.com/


Versão em português: Ana Leary
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