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EDITOR´S NOTE:
Hello Rocker! Me and the Hard Blast team want to apologise for these weeks without any updates but I´ve been quite busy covering the summer festivals to give you great photos, reviews and news. We´ve been also working on new partnerships to upgrade the website and improve our work. In a couple of weeks everything will be back to normal and you can wait for great stuff! Besides Tuska Open Air and Hellfest, we were at Ruisrock, Sonisphere, will be at Ankkarock and have done great interviews which are coming soon. All this traveling will be over soon ´cause summer is unfortunatelly close to the end so, don´t give up on us! We´ll be back even better!!! Stay rock!
Maila
 
   
 
 

TUSKA OPEN AIR 1º DIA, parte II – 02 Julho 2010 - Helsinki

 
Por: Maila Kaarina

Fotos: Jussi Ratilainen

iNSOMNIUM


Depois do show perfeito do Testament fiquei tão empolgada que pensei em dar uma pausa, tomar uma bebida e descansar na área de imprensa por uns 45 minutos, apenas pensando nos melhores momentos da apresentação e, talvez, começar a escrever a resenha antes do show do Tarot. Estas são as horas em que dar o passo errado e quebrar a cara são coisas realmente fáceis de acontecer... Mas, o bom, é que, dessa vez, não aconteceu.

O fotógrafo Jussi Ratilainen já havia me falado da Insomnium e me deixou bastante curiosa sobre a banda e, quando o encontrei no backstage, fomos direto para o Sue Stage conferir a banda. Caso eu tivesse perdido esse show, com certeza teria um grande motivo para me arrepender. A banda é muito profissional e merece ser ouvida e conhecida por cada um dos fãs de metal do mundo, além de ser mais uma para entrar no meu hall do “Finnish Metal Pride”.

A Insomnium existe desde 1997 e o lineup é formado por Niilo Sevänen (vocal/baixo), Ville Freeman (guitarra), Ville Vänni (guitarra) e Markus Hirvonen (bateria). O som nos remete às essências do death metal escandinavo temperado com influências da velha escola do doom metal e também, um pouco de trash metal que, para mim, é realmente um diferencial, desde que a maioria das bandas nesse estilo hoje em dia, só incrementam sua música com elementos góticos e épicos não deixando espaço para coisas mais cruas. Eu, particularmente, sinto uma grande diferença quando escuto bandas novas influenciadas por estilos mais “old school”, mas que são capazes de fazer um som novo e único, pois há mais paixão na forma em que tocam e nós sentimos a música de um modo mais profundo. Foi uma pena que o show deles tenha durado apenas 45 minutos, pois toda a plateia estava curtindo e, com certeza, querendo mais.

Niilo tem uma voz poderosa e parece bem selvagem no palco, bangueando o tempo todo e, de fato, a banda toda tem uma ótima presença e fez com que a maioria do público gritasse bangueasse sem parar. As guitarras foram tocadas com bastante peso e personalidade, e era bem fácil sentirmos as influências de Paradise Lost (Shades of God, Icon e Draconian Times, nada novo), My Dying Bride, Dark Tranquility, mas também um pouco do Metallica da era Black Album. Bom, eu não sei se estou louca ou o que, mas, também achei tinha algo de Iron Maiden na atmosfera, pelo menos na minha cabeça, apesar de a banda não ter NADA A VER com Maiden. Após o show do Insomnium, eu estava realmente extasiada e quase certa de que o primeiro dia do Tuska Open Air iria me proporcionar a melhor sequência de shows de todos os dias, apesar de ser apenas o início do festival.

Confiram!
http://www.myspace.com/insomniumband

TAROT

Descansar? Quem disse esta palavra? I-M-P-OS-S-Í-V-E-L! Logo em seguida ao Insomnium, corri para o palco principal (Radio Rock) para ver o meu 4º show do dia, o 6º do festival – como escrevi anteriormente, o Sue Stage e o Inferno Stage tocavam simultaneamente.

Precisamente às 16:15h, os caras do Tarot subiram ao palco e eu estava realmente curiosa em vê-los ao vivo. A banda de metal dos irmãos Hietala (sim, o Marco Hietala do Nightwish e o irmão dele Zachary), eu diria que é uma das mais competentes da Finlândia e, talvez, dentre aquelas que já fazem parte do mainstream; uma das melhores no momento. “No momento” parece um pouco estranho quando falamos do Tarot, pois a banda existe há um bom tempo, começaram em meados dos anos 80 tendo na formação: Marco Hietala (voz/baixo), Zachary Hietala (guitarra) e Pecu Cinnari (bateria) juntos desde então, com 6 álbuns lançados. Bom, sabemos que o meio musical nunca é justo e conquistar um lugar ao sol, é sempre difícil. Apesar da banda nunca ter sido desconhecida na Finlândia e ter tido bons momentos no Japão (eles tiveram álbuns lançados apenas por lá), apenas agora, as portas do mundo se abriram para essa banda maravilhosa.

Além do vocal perfeito de Marco, o Tarot possui outro vocalista, Tommi Salmela, que também toca o sampler durante o show. Os dois vocalistas juntos tornam a música ainda mais rica, pois as vozes de Marcu e Tommi se encaixam perfeitamente e ambas têm um excelente alcance. Tommi tem um estilo vocal muito legal e sua voz me lembra diversas vezes a de alguns vocalistas que teoricamente não têm nada a ver um com outro, mas entre elas, cito as de Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne (fase de Bark at the Moon ) e outras bem mais rock ‘n roll como Lynyrd Skynyrd. Difícil de entender? Bom, você terá que conferir...

Já Marco Hietala é sempre aquele cara que todos pensam em convidar para tomar uma cerveja. E, como uma grande fã de seu jeito de cantar e tocar – eu realmente prefiro Nightwish agora porque ele canta mais na banda (oops, talvez eu perca alguns leitores, mas não sou grande fã da Tarja “coruja” Turunen, desculpem) – é simplesmente ótimo vê-lo como líder desta banda. Ele canta muito e seu carisma é indiscutível. As músicas do Tarot são metal europeu, mais precisamente do tipo escandinavo de compor, mas as influências do Hard Rock são bem fortes, ainda mais se pensarmos em bandas como Deep Purple (fase Coverdale), Journey e Survivor. Mas, não pense que a banda é ultrapassada, PELO CONTRÁRIO!! É importante também mencionar a presença do tecladista Janne Tolsa (aquele Korg CX3 é algo que eu realmente invejo), um excelente músico.


O Tarot fez uma apresentação bem especial no Tuska Open Air, abrindo o show com “Sleep in the Dark”, seguido do grande hit da banda “ I Walk Forever”, com uma grande surpresa: um coral conduzido pelo “maestro maluco” Mika Ryhänen, que usa um chicote ao invés de uma batuta para reger. Este coral ficou em segundo lugar no programa de TV finlandês “ Clash of the Choirs” (algo como “confronto de corais”), onde Marco fora seu lider durante a competição. Eles participaram de 6 músicas no show e fizeram uma grande diferença na apresentação. ”Satan is Dead”, ”Crows Fly Black”, ”Tides”, ”Calling Down the Rain” – foi um dos melhores momentos do show e eu não sei se foi coincidência ou não, mas, exatamente nessa música, os seguranças começaram a jogar água no público com uma mangueira que fazia parecer chuva, pois estava muito quente e ensolarado – e, ”Hell Knows”, ”Pyre of the Gods”, ”Rider of the Last Day”, ”Traitor” foram as pérolas deste maravilhoso set list e show. Tarot é bom demais!

Confiram!
http://www.myspace.com/tarot

 

PAIN

Na sequência, a banda sueca de metal industrial que, na verdade, trata-se de mais um projeto liderado polo talentoso e workaholic músico e produtor Peter Tägtgren (Hypocrisy), o homem que nunca dorme - e se o faz, deve provavelmente ser capaz de se dividir em dois - pois Peter é o tipo de pessoa que está sempre fazendo várias coisas ao mesmo tempo e somente no Tuska pudemos vê-lo no palco com suas duas de suas bandas (ele deve ter no mínimo 3 outras) Pain e Hypocrisy, seu projeto principal e excelente banda de death metal melódico.

Algo interessante em Pain é que este trabalho soa bem diferente de todas as coisas que estamos acostumados a ouvir vindas de Tägtgren. O som não é tão pesado quanto seus projetos costumam ser, mais voltados para o death e o black metal e para o grind core. Pain tem até algo de pop podendo ser considerada perfeita no casting das rádios rock. Não se trata de música underground, mas as composições são profundas e as letras fortes, aliás, isso é algo que merece atenção no trabalho do músico como um todo.

Se me pedissem para explicar o ser Peter Tägtgren, eu diria que se trata de alguém que sabe todas as fórmulas e nunca se perde, ele escolhe o caminho, constrói a estrada e jamais caminha sem ser notado, um dos grandes nomes no que diz respeito a música de nossa era, alguém que certamente deixará sua marca na história do rock. Pain é uma grande banda e em nenhum momento soa clichê. Eles tocaram no Sue Stage as 17:15 e a tenda estava tão lotada que eu mal consegui ver a banda (minha altura não ajuda muito nessas situações), mas claro que pude ouvir e fiquei lá durante todo o show tentado encontrar pequenos espaços para me posicionar e ver pelo menos um pedaço do palco. ”Supersonic Bitch” foi a primeira música seguida por “Dancing With the Dead”, uma de minhas favoritas, escrita por Peter depois da experiência de um quase ataque cardíaco, em que seu coração parou de pulsar por alguns minutos durante as gravações do álbum homônimo. ”Zombie Slam” foi a próxima e também é uma música muito boa cuja atmosfera lembra uma mistura de punk rock com Sisters of Mercy, cheia de vocais diferentes. Esse é um grande trunfo que a Pain traz, em todas as músicas vemos uma mistura de diferentes vozes que vão do gutural ao mais melódico, mais punk, mais gótico, fazendo com que nenhuma das músicas soe igual. ”Walking on Glass”, ”It´s Only Them”, ”End of the Line”, ”I´m Going In”, ”Monkey Business”, ”On and On”, ”Don´t Care” e, claro, o bis, pois ninguém queria que eles saíssem do palco: ”Same Old Song”, um dos hits do momento nas rádios finlandesas e um dos clipes mais tocados no canal de música da TV, e para terminar; ”Shut Your Mouth”, pena...

O show da Pain no Tuska Open Air me deixou com um total gosto de quero mais na boca e esse é um cara a quem eu tenho que conhecer e conversar um dia.

A banda que acompanha Peter durante os shows da Pain também está de parabéns, grandes músicos que fizeram todo mundo se divertir e se acabar com um enxame de música boa e bem tocada.

Confiram!

http://www.myspace.com/pain

DEVIN TOWNSEND – ZILTOID THE OMNISCIENT

Última banda do dia, um dos projetos do músico e produtor canadense Devin Townsend, trazendo às terras não mais geladas da Finlândia (estamos tendo o verão mais quente dos últimos 76 anos, com temperaturas superiores a 30 graus Célsius e, durante todos os dias do festival, o sol se fez presente a pino - detalhe para o fato de que no verão só temos 2 horas de “quase” noite, entre 0:30 e 2:30 da manhã) o show conceitual Ziltoid the Omniscient, tocado na íntegra ao vivo pela primeira vez.

Devin se tornou conhecido no mundo da música em 1993 quando participou como vocalista da tour e do álbum Sex & Religion, de Steve Vai. Com Ziltoid the Omniscient, ele trás ao público um show incrível, cheio de interação e uma história engraçada e criativa. Ziltoid é um alien da quarta dimensão que veio a Terra para emitir mensagens em forma de vídeos e música. Ele tem o poder de dobrar o tempo mas para isso necessita de um combustível básico: café feito do mais puro grão, coisa que só pode ser encontrada em nosso planeta. Essa inteiração público/vídeo/Devin é uma experiência muito legal. Não se trata de um show para banguear, berrar e perder a linha, mas algo refinado para se apreciar e prestar atenção. Townsend é um artista muito carismático, com excelente linguagem corporal e contato visual com o público, sua voz é poderosa e possui um alcance incrível que o permite passear por vários estilos a cada música sem desafinar nenhuma vez sequer.

Para saber mais sobre Ziltoid the Omniscient você pode conferir o myspace. E um conselho, assista aos vídeos, são ótimos e muito engraçados. Eu recomendo.

http://www.myspace.com/ziltoidtheomniscient

 

 

Versão em português: Ana Leary
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Hard Blast 2010