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Olá Rocker!
2010 vem sendo um grande ano para nós, o Hard Blast está crescendo e muita coisa nova e legal está por vir, mas para que isso aconteça o mais rápido possível, precisamos da um tempo nas atualizações através deste endereço. Mas não iremos parar!
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Delain– EpicCon – Brasília – 19/09/10

Por: Ana Leary
Fotos: Ana Leary e SITE OFICIAL DELAIN

 

É bem comum manter as primeiras impressões na maioria dos momentos de nossas vidas e hoje, isto foi algo que não teve muita relevância. Brasília é conhecida nacionalmente como a capital do Rock, uma vez que grandes músicos e bandas imortalizaram a cena local com o seu trabalho no passado; mas, infelizmente, agora as coisas não acontecem dessa forma. Parece que parte deste legado foi perdido ou esquecido e que as novas gerações, o veem apenas como um conto longínquo, porém épico.

Estou escrevendo sobre isso de forma a lhes ilustrar melhor de como foi surreal para mim quando fiquei sabendo que o Delain iria tocar aqui. Brasília está começando a receber os mesmos shows que São Paulo e Rio de Janeiro, o que é algo maravilhoso de se ver: a música sendo expandida para mais cidades brasileiras. Os fãs, profissionais de mídia e produtores, eu acredito, que todos concordam nesse ponto comigo.

 

 

Ok, chega de rodeios,  pois eu acredito que todos vocês devam estar curiosos para saber como o foi o show, certo? Então, o show do Delain aconteceu dentro de um evento de dois dias chamado EpicCon – o primeiro voltado para quadrinhos aqui na cidade, tendo entre as suas atividades seminários, workshops, shows e convidados muito especiais (nacionais e internacionais) – no ExpoBrasília (um local gigante onde geralmente acontecem exposições, feiras e, recentemente, shows de música). O Delain foi a atração principal para o segundo e último dia.

O show estava agendado para começar às 20:30 hs, tendo as bandas brasileiras God Mode, Rock Band GM, Inimitáveis, Volúpia de Baco antes do Delain, de acordo com o site do EpicCon. Honestamente, a lineup descrita não correspondia à anunciada no site. Eu cheguei no local por volta das 19:30 hs e, de acordo com um dos membros da produção local, a banda que estava tocando era a Cueio Limão (Dourados, MT) e logo após eles, como pude conferir, veio o Volúpia de Baco (Goiânia, GO).

Bem, com isso vocês podem ver que informação era algo bem difícil de conseguir, apesar de ter estado em contato com a produção local por mais ou menos uma semana antes do show e, mesmo assim, só tive a confirmação na sexta. Não quero e não tenho a intenção de desmerecer o trabalho duro de todos envolvidos no show, mas como uma pessoa crítica que sempre busca ajudar, gostaria de sugerir aos mesmos, que realmente organizem as coisas com alguma antecedência, de modo a evitar qualquer tipo de feedback negativo.

Sei que pode soar como um clichê, mas, o Delain atrasou. A Volúpia de Baco deveria ter começado a tocar às 19:30 hs, mas devido a problemas técnicos durante a apresentação, a mesma teve que ser encurtada. Lembro-me de ter ouvido quatro músicas deles e um excelente cover de “Wicked Game” do Chris Isaak (numa versão bem próxima a da imortalizada pela banda finlandesa HIM). Como aspecto negativo, eu diria que não foi possível ouvir o vocal da vocalista da banda. Uma pena, uma vez que, ela canta muito bonito.

E então veio uma longa espera de 20-30 minutos para que a equipe preparasse o palco para o Delain. Luzes prontas, som checado, mais alguns detalhes para ajustar na bateria e nos dois microfones. Pronto? Ainda não...mais um ajuste final de Martijn Westerholt e, em seguida, outro pelo manager da banda, o Rik.

21:10 hrs e as luzes ficam azuis...um por um os músicos da banda entram no palco ao som da “Intro” para depois começarem a tocar em alto e bom som “Invidia”. Charlotte Wessels aparece cheia de paixão e energia para completar o time e começar – o pequeno, porém entusiasmado público- a incendiar. Com certeza, um ótimo começo, mas em seguida, ninguém teve tempo de recuperar o fôlego, pois ecoaram os primeiros acordes de “Stay Forever”. A plateia manteve o ritmo e cantou junto com a banda e, logo após o fim da música, ouviu-se um pequeno barulho: algo no equipamento deu defeito e, eu simplesmente não consigo resistir, tenho que citar as palavras do engenheiro de som do Delain “Eu salvei o show!”. Uma Charlotte ofegante, com uma feição surpresa, lidou muito bem com o imprevisto e pôde finalmente dizer: “Olá Brasília!” – num português perfeito, parabéns garota! – “Nós estamos muito felizes de estar aqui com vocês pela primeira vez! Muito obrigada por vocês todos terem vindo nos ver!”.

Agora era hora de outra música do April Rain: “Go Away”, e a energia continuou a mesma de antes, como se nada tivesse acontecido, e, de fato, realmente foi assim. “Agora é a hora do nosso primeiro single de todos os tempos”, disse Charlotte logo após o término. O público enlouqueceu ao som de “Frozen”. “Wow, eu estou muito impressionada com vocês! Vocês sabem cantar todas as nossas músicas!”.

 

Outra música do álbum Lucidity: “Sever”. Aqui foi um dos pontos altos do show. O guitarrista Ewout Pieters fez um solo maravilhoso, mostrando bastante técnica e precisão, sem falar do feeling, momento que realmente hipnotizou a todos! “April Rain” foi a próxima. As energias do público e da banda estavam ambas a todo vapor, o que permaneceu intacto na sequência com “I’ll Reach You” e “Come Closer”, músicas que evidenciaram ainda mais – como se isto fosse possível – o domínio e a beleza dos vocais de Charlotte.

Se você chegou a pensar que os momentos marcantes estavam prestes a acabar... eu te garanto que não. “É ótimo ver vocês cantando junto conosco... deixe-me ver se vocês sabem esta daqui”...”, a carismática Charlotte provoca antes de “ The Gathering”. Graças a Deus não temos nenhum tipo de terremoto aqui em Brasília; caso contrário, o chão teria aberto bem abaixo de nossos pés! “Será que vocês adivinham qual é a próxima? Sim, é essa mesma, você já acertou!”– disse Charlotte antes de começarem “Lost”.

Na sequência veio: “Sleepwalker’s Dream” e “Control the Storm”. A segunda foi mais outro momento de mágica e beleza. Originalmente, nesta música, os vocais masculinos foram feitos por Marco Hietala (Tarot, Nightwish) e, ao invés de usarem estas gravações, Charlotte surpreendeu todos os presentes, mais uma vez, fazendo o trecho de Hietala com tamanha habilidade e personalidade que eu ouso dizer que a versão dela também poderia originalmente no álbum.  E, se até agora, vocês ainda tinham alguma dúvida de que a vocalista do Delain seria também uma nova mulher a entrar no hall das grandes vocalistas do cenário, bom, definitivamente, essa dúvida acabou. Além de possuir uma voz muito bonita, Charlotte demonstrou que tem personalidade, técnica, versatilidade e, acima de tudo: carisma! Bastante carisma, por sinal!

“Silhouette of a Dancer” fechou o show, mas, não era o final ainda. Menos de três minutos de deixarem o palco ao som dos gritos de “Delain” pelo público, todos voltaram. O baterista Sander Zoer foi o primeiro e atiçou os presentes colocando a mão perto do ouvido, como se não estivesse escutando qualquer tipo de som. Otto der Oije (baixo) e Ewout Pieters (guitarra), em seguida, fizeram o mesmo. A plateia ficou mais agitada e barulhenta ao perceber o começo de “Virtue and Vice”. E você acha que tinha alguém cansado por lá? De forma alguma! A imagem da cena era de pessoas bem frescas como se o show tivesse acabado de começar, mas, eu os asseguro que o cheiro dali não era nada fresco! E, como não poderia deixar de comentar, mais um solo de guitarra animal do Ewout com vários “air guitarrists” também o acompanhando!

“Eu não acredito que este é o nosso último show do April Rain. Eu acho que nós não estamos prontos para ir embora ainda! “- a doce Charlotte disse, com lágrimas nos olhos, antes de “Nothing Left”. E, o encerramento não poderia ter sido mais bonito com “Pristine”. Uma Charlotte visivelmente emocionada agradeceu a todos: “Muito obrigada por vocês terem vindo nos ver. Vocês são incríveis e fizeram com que o nosso último show da tour do April Rain fosse muito especial. Nós esperamos vê-los novamente em breve!”.

Com certeza foi uma bela despedida, ainda mais pelas reverências feitas por todos do Delain abraçados logo após as palavras da vocalista. E, dando continuidade à cena, os fãs que permaneceram no local tiveram uma doce surpresa: os músicos permaneceram por volta de 40 min. autografando e tirando fotos com todos. Um momento bem carinhoso, sem falar que foi também uma grande demonstração de gratidão da banda com os fãs de Brasília.

O show do Delain foi definitivamente épico, um grande começo, pois a banda me disse que voltará ao Brasil no próximo ano, logo após o lançamento do novo álbum. Então, se vocês quiserem saber um pouco mais sobre o novo trabalho do Delain, basta dar uma olhada na entrevista exclusiva que Charlotte Wessels e Martijn Westerholt gentilmente concederam a mim após o show.

Stay Rock !

Agradecimentos especiais a todos os membros do Delain, em especial, ao Martijn Westerholt por ter, mais do que gentilmente, enviado por email o set list do show para mim.

SET LIST DELAIN em BRASÍLIA:

- Intro - Invidia - Stay Forever - Go Away - Frozen - Sever - April Rain - I'll Reach You - Come Closer -
- The Gathering - Lost - Sleepwalker's Dream - Control the Storm - Sillouette of a Dancer

BIS: Virtue & Vice - Nothing Left - Pristine

 

 

 
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